Prio leva participação da Equinor em campos de Peregrino e Pitangola por US$ 3,350 bi

Empresa comprou participação de 60% e operação dos campos de Peregrino e Pitangola

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A Prio (PRIO3) informou na noite de desta quinta-feira (1), que assinou contratos com a Equinor Brasil Energia (E1QN34) para a aquisição de participação total de 60% e operação dos campos de Peregrino e Pitangola por US$ 3,350 bilhões.

O negócio, que agregará 202 milhões de barris de reservas e recursos 1P+1C à companhia, será dividido em duas partes: aquisição de 40% de participação, conjuntamente com a operação do campo, e aquisição de 20% de participação.

“Assim, o campo de Peregrino passará a ser detido e operado integralmente pela Prio”, destaca a empresa em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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As aquisições estão sujeitas às condições precedentes usuais para este tipo de operação, como aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O valor da operação de 40% será dividida entre US$ 2,233 bilhões para os 40% e operação, e earn-out de US$ 166 milhões contingente à conclusão da operação de 20%. A operação de 20% terá um valor de US$ 951 milhões. Os pagamentos devidos na conclusão das aquisições estarão sujeitos aos ajustes até o fechamento da transação.

A companhia espera que as operações sejam concluídas entre o final de 2025 e meados de 2026. “Todos os valores serão pagos utilizando os recursos já disponíveis em conta corrente da Prio, somados à geração de caixa da companhia até o closing da operação e um aumento temporário do nível de alavancagem para aproximadamente 2 vezes a dívida líquida/Ebitda que permanecerá dentro de faixas saudáveis e conservadoras”, diz a empresa.

Peregrino envolve uma plataforma flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO), apoiada por três plataformas fixas.

A Equinor opera o campo desde 2009 e, desde então, cerca de 300 milhões de barris de petróleo foram produzidos pelo ativo, de acordo com a empresa norueguesa.

“O Brasil continuará sendo um país central para a Equinor, enquanto nos concentramos na entrada em operação do campo de Bacalhau e no desenvolvimento do projeto de gás de Raia. Com esses dois projetos em operação e nossa parceria em Roncador, nossa produção de capital próprio no Brasil chegará perto de 200.000 barris por dia até 2030”, afirmou Philippe Mathieu, vice-presidente executivo de Exploração e Produção Internacional da Equinor, em comunicado.

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A Prio foi assessorada pelo banco Jefferies, e pelos escritórios de advocacia Tauil & Chequer Advogados associado a Mayer Brown no Brasil e Mayer Brown International LLP no Reino Unido.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)