McDonald’s decepciona em receita e vendas caem; tarifas afetam consumidor

Lucro líquido da rede foi de US$ 1,87 bilhões, ou US$ 2,60 por ação

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O McDonald’s (MCDC34) teve lucro líquido de US$ 1,87 bilhões no primeiro trimestre de 2025, ou US$ 2,60 por ação, resultado cerca de 3% menor do que o obtido em igual período do ano passado, de acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira. Considerando-se ajustes, o lucro por ação da empresa entre janeiro e março ficou em US$ 2,67, levemente acima da previsão de analistas consultados pela FactSet, de US$ 2,66.

Já a receita do McDonald’s diminuiu 3% na comparação anual do trimestre, a US$ 5,96 bilhões, vindo aquém do consenso da FactSet, de US$ 6,1 bilhões. Apenas nos EUA, as vendas de mesmas lojas caíram 3,6%, enquanto as vendas globais desta categoria tiveram queda de 1%.

Às 8h28 (de Brasília), a ação do McDonald’s caía 1,5% no pré-mercado de Nova York.

A empresa tentou estimular a demanda aumentando as ofertas do seu menu de baixo custo, como o pacote de refeição de US$5, semelhante ao de seus concorrentes. Executivos disseram que o McDonald’s vai oferecer a refeição de US$5 ao longo de 2025.

Efeito do “tarifaço”?

A maior rede de fast-food do mundo está enfrentando as “mais difíceis condições de mercado”, disse nesta quinta-feira o presidente-executivo Chris Kempczinski. As visitas a restaurantes por clientes de baixa e média renda caíram na faixa de dois dígitos em relação ao ano passado.

Ele comentou que consumidores estão lidando com incertezas, mas reiterou confiança de que a empresa pode navegar nas condições difíceis do mercado.

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Os resultados ecoaram os alertas dos operadores de restaurantes Domino’s Pizza, Chipotle Mexican Grill e Starbucks, de que os norte-americanos estão gastando menos para jantar fora, já que a inflação e a perspectiva econômica sombria prejudicavam a confiança do consumidor.

As mudanças tarifárias do governo Trump agravaram as pressões sobre os bolsos e pressionaram os negócios, ameaçando aumentar os custos e prejudicar as cadeias de suprimentos.

A economia dos EUA está em dificuldades, com os dados mais recentes mostrando que ela se contraiu pela primeira vez em três anos no primeiro trimestre, aumentando as chances de uma recessão em 2025.

“Os consumidores menos abastados são os mais vulneráveis ao impacto da inflação, e uma das primeiras áreas em que eles vão cortar gastos é em restaurantes”, disse o analista Sky Canaves, da EMarketer.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo.