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SÃO PAULO – Refletindo a entrada de recursos e a ausência do Banco Central das negociações, o dólar comercial voltou a encerrar a sessão em queda nesta segunda-feira, na casa dos R$ 2,25 e alcançando o menor patamar desde maio de 2001.
Na última sexta-feira, a moeda norte-americana havia se afastado da barreira dos R$ 2,30, após várias sessões de pouca variação, quando a expectativa de atuação do Banco Central impedia maiores quedas.
Essa expectativa, no entanto, vem perdendo forças nos últimos dias, ainda que alguns analistas apostem que uma atuação do BC seria a única forma de possibilitar uma recuperação da moeda no curto prazo.
Balança comercial registra forte resultado
Nesta segunda-feira, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informou que a balança comercial apurou um superávit de US$ 858 milhões na quarta semana de setembro, o que traz boas perspectivas em relação à manutenção do fluxo positivo de entrada de recursos na país.
Também vale destacar o elevado diferencial entre os juros internos e externos, a trajetória descendente do risco país e a melhoria dos fundamentos macroeconômicos brasileiros como os principais fatores que propiciam a queda da moeda norte-americana.
Dólar fecha em queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2490 na compra e R$ 2,2510
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na venda, baixa de 0,62% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,5900, representando um ágio de 15,16%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 4,45% em setembro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 15,08%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
encerrou o dia cotado a R$ 2.257,
baixa de 0,70% em relação ao fechamento
de R$ 2.273
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em forte baixa de 0,77%,
atingindo R$ 2.281 frente
à R$ 2.299 do fechamento de
sexta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,26% para novembro de 2005, com queda de 0,13 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,66%, com queda de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.