Publicidade
SÃO PAULO – Novamente, a atuação do Banco Central no mercado de câmbio não foi suficiente para interromper a trajetória de queda do dólar comercial, que acumulou sua quinta queda em seis sessões nesta segunda-feira.
O BC anunciou a operação poucos minutos antes do final das negociações e, segundo fontes de mercado, teria aceitado 25 propostas, com taxa de corte de R$ 2,236. A atuação do banco não era tão esperada nesta segunda-feira, devido ao baixo volume de negócios.
Balança segue pressionando o dólar
Durante a segunda semana de outubro, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 647 milhões, levando o saldo acumulado no ano a US$ 34,4 bilhões. Vale destacar que, na semana passada, o saldo ultrapassou o acumulado durante todo o ano de 2004.
Paralelamente, refletindo o bom desempenho dos títulos da dívida externa brasileira, o risco país opera em forte queda nesta sessão, contribuindo para a entrada de recursos e a conseqüente queda do dólar.
Dólar fecha em queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2340 na compra e R$ 2,2370
na venda, baixa de 0,36% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4900, representando um ágio de 11,46%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta queda, o
dólar acumula valorização de 0,49% em outubro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
Continua depois da publicidade
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 15,68%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.250,
baixa de 0,44% em relação ao fechamento
de R$ 2.260
Continua depois da publicidade
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em dezembro, por sua vez, fechou em forte baixa de 0,92%,
atingindo R$ 2.274 frente
à R$ 2.295 do fechamento de
sexta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,70% para dezembro de 2005, com queda de 0,06 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,89%, com queda de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.