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SÃO PAULO – O aumento dos preços do petróleo durante este ano inibiram o consumo em todo o mundo. No caso do Japão, a segunda maior economia do mundo, foi um dos principais motivos por trás da desaceleração da produção industrial no mês de setembro.
Segundo o ministério da Economia, do Comércio e da Indústria, a produção das indústrias japonesas cresceu 0,2%, em uma base sazonalmente ajustada, ficando, portanto, muito abaixo da expectativa de uma alta de 2%. O resultado ficou também abaixo do crescimento registrado em agosto, que foi de 1,1%.
Gastos das famílias também caíram
Além disso, os gastos das famílias também decepcionaram, caindo 0,2% em setembro, em uma base sazonalmente ajustada, em relação a agosto, quando a perspectiva era de alta de 0,8%. O total gasto por cada família liderada por um trabalhador foi de 314,211 ienes.
O aumento do preço do petróleo acaba elevando o custo de produção das empresas, que são forçadas a reduzir o ritmo de expansão. Assim, depois de no primeiro semestre ter registrado o maior ritmo de crescimento dos últimos 15 anos, a economia japonesa deve crescer a ritmo menos acelerado.
No entanto, apesar de o Japão estar passando por um momento de desaceleração do crescimento econômico, os economistas não acreditam que o país retorne à recessão de mais de uma década da qual vem dando sinais de recuperação em 2005. Essa avaliação se baseia no fato de que outros indicadores domésticos sugerem uma melhora da economia da população, o que eventualmente deverá se refletir no ritmo de crescimento da produção industrial.