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SÃO PAULO – O dólar comercial abriu em queda com os investidores aproveitando a forte alta acumulada na última segunda-feira para rever suas posições, além de avaliarem as tendências para a inflação no Brasil e nos Estados Unidos.
Além disso, o fluxo de ingressos de capital externo no país também pressiona a cotação da moeda norte-americana, já que o elevado patamar das taxas de juros internas favorece a procura pela moeda nacional.
Inflação no Brasil e EUA
Quanto à inflação, os dados do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de 15 de novembro apontaram uma variação positiva de 0,49%, que representou um ligeira desaceleração da inflação em relação à alta de 0,50% revelada na medição anterior.
Externamente, o investidor deverá analisar os índices de preços ao consumidor que serão divulgados nos Estados Unidos. Para o CPI o mercado espera estabilidade, enquanto as projeções para o core CPI, indicador que exclui a variação nos preços mais voláteis, são de uma alta de 0,2%.
Cenário político e atuação do BC podem influenciar
Por outro lado, o mercado aguarda o depoimento do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que antecipou para esta quarta-feira o depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, anteriormente marcado para o próximo dia 22.
No mesmo sentido, os investidores devem analisar as possibilidades de que o Banco Central realize mais leilões diretos de compra de dólares, aguardando também a decisão do BC sobre a realização de leilão de swap reverso, que pode ser anunciada nesta semana.
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Moeda opera em queda
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,1968 na compra e R$ 2,1970
na venda, baixa de 0,54% em relação ao fechamento anterior.
Com a
variação desta quarta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 2,49%
neste mês de novembro e uma desvalorização de 17,19% desde o início do ano.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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