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SÃO PAULO – Depois de iniciar a segunda-feira em alta, o dólar comercial retomou sua trajetória descendente e encerrou em queda pela segunda sessão consecutiva, sendo cotado abaixo dos R$ 2,20.
A desvalorização da moeda norte-americana foi influenciada pelo bom desempenho da balança comercial brasileira, que segue apresentando superávits expressivos. Na primeira semana de dezembro, o saldo atingiu US$ 671 milhões, como resultado de exportações da ordem de US$ 1,290 bilhão e importações de US$ 619 milhões.
BC atua
A realização de mais um leilão de swap cambial reverso impediu uma queda ainda mais acentuada da divisa nesta segunda-feira. Segundo os dados do próprio Banco Central, o leilão vendeu 11.300 contratos, ou 90,4% do total, em uma operação que movimentou cerca de US$ 541,2 milhões.
O BC também atuou no mercado à vista, onde, segundo operadores de mercado, teria aceitado 20 propostas, com taxa de corte de R$ 2,196. Se a operação não serviu para impulsionar a moeda, ao menos não permitiu maiores perdas.
Dólar fecha em queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1930 na compra e R$ 2,1960
na venda, baixa de 0,54% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4360, representando um ágio de 11,08%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 0,27% em dezembro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 17,23%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro
encerrou o dia cotado a R$ 2.215,
baixa de 0,63% em relação ao fechamento
de R$ 2.229
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em fevereiro, por sua vez, fechou em baixa de 0,44%,
atingindo R$ 2.238 frente
à R$ 2.248 do fechamento de
sexta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,00% para fevereiro de 2006, com queda de 0,01 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2007, encerrou a 4,42%, alta de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.