2006: ano deve ser mais difícil para as contas externas brasileiras

Menor crescimento dos Estados Unidos e piora das condições de liquidez devem deteriorar a balança de pagamentos

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SÃO PAULO – O equilíbrio das contas externas brasileiras deve enfrentar algumas dificuldades no próximo ano, de acordo com relatório divulgado pelo banco de investimentos norte-americano Merrill Lynch na última terça-feira.

Para os analistas do banco, o menor crescimento da economia dos Estados Unidos e a piora das condições de liquidez no mercado internacional devem deteriorar a balança de pagamentos local, levando a um enfraquecimento do real diante do dólar.

Este quadro ainda pode ser intensificado pela realização das eleições presidenciais em 2006, que devem trazer uma dose extra de cautela ao mercado e impulsionar o dólar.

Impacto limitado

O impacto dessa piora na posição das contas externas, no entanto, deve ser limitado, segundo a Merrill Lynch, dando suporte a uma leve recuperação do real diante da moeda norte-americana em 2006.

A expectativa do banco é de que o dólar encerre o próximo ano sendo cotado a R$ 2,60, o que sugere uma alta um pouco maior do que 10%. Em 2007, no entanto, a moeda norte-americana deve recuar para R$ 2,55 no final do ano.