Ponderação dos itens que fazem parte do IPCA muda em julho de 2006

Gasolina passará a ser o item com maior participação; peso de telefonia celular, educação, TV a Cabo e internet também aumenta

Publicidade

SÃO PAULO – O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) comunicou nesta quinta-feira, dia 22 de dezembro, que as ponderações dos itens levados em consideração no cálculo do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador que serve de base para as metas de inflação do Banco Central, serão revistas e renovadas a partir de julho de 2006.

Para que este reflita de uma melhor forma a evolução dos preços dos produtos e serviços utilizados pelas famílias brasileiras, o peso de participação dos itens que compõem o IPCA será atualizado tendo-se como base os dados da última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que foi realizada entre julho de 2002 e junho de 2003.

As ponderações que vinham sendo empregadas até o momento foram obtidas pela Pesquisa de Orçamentos Familiares 1995-1996, descreve o IBGE. A POF é uma pesquisa domiciliar por amostragem, que tem por objetivo retratar a realidade de consumo e de rendimentos dos brasileiros. Na última pesquisa foram investigados os hábitos de consumo de famílias nas áreas urbanas e rurais, ao longo de doze meses.

Gasolina será o item com maior participação

Apesar de o conjunto de itens consumidos pelas famílias brasileiras praticamente não ter se alterado, a última Pesquisa de Orçamentos Familiares mostrou que o peso de algumas contas no volume total de gastos foi modificado significativamente.

Para se ter uma idéia, gasolina, que atualmente é o terceiro, será o item com maior participação, ao passar de 4,41% para 5,02%, em contrapartida com ônibus urbano, que atualmente registra o maior peso no cálculo do IPCA. O peso de ônibus urbano passará de 5,18% para 3,32%. A ponderação de cursos, telefonia celular, internet e TV a Cabo também foi elevada.

Divisão por grandes grupos e regiões metropolitanas

Dividindo os produtos por grandes grupos, também foi verificado uma alteração nas participações, com significativos aumentos nos grupos de Educação e Comunicação. As maiores quedas ficaram com Habitação e Transportes.

Continua depois da publicidade

A terceira e última grande mudança está relacionada à participação das regiões metropolitanas onde as pesquisas de preços são realizadas. Mesmo mantendo o maior peso, a participação de São Paulo foi reduzida de 36,26% para 33,06%. Rio de Janeiro (13,68%) segue em segundo lugar, seguido por Belo Horizonte (10,83%), que agora terá maior peso que Porto Alegre (8,92%).