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SÃO PAULO – Com os investidores preocupados com a limitada capacidade de refino mundial e reagindo de forma negativa à redução das reservas norte-americanas de petróleo, a cotação da commodity segue em alta nos mercados internacionais. Atentados terroristas contra instalações petrolíferas localizadas no Iraque também preocupavam.
As reservas de petróleo dos Estados Unidos recuaram 1,8 milhão de barris e as de gasolina, 900 mil barris na semana terminada no dia 10 de junho. Os analistas projetavam uma queda de aproximadamente 450 mil barris nos estoques de petróleo e um aumento de 600 mil para as reservas de gasolina.
Nem mesmo a notícia de que a Opep (Organização dos Paises Exportadores de Petróleo) elevou em 500 mil barris por dia a cota oficial de produção de seus paises membros, para 28 milhões de barris diários, foi capaz de acalmar os investidores. O impacto desta medida também foi reduzido pela percepção de que a oferta do produto não será elevada, uma vez que os países membros da organização já estavam produzindo mais que o estipulado oficialmente.
Petróleo sobe em Londres e Nova York
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 54,88
nesta quarta-feira, alta de 2,14% em relação ao último fechamento.
Com o desempenho positivo
de hoje, o petróleo acumula forte alta de 8,18% neste mês de junho.
Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 35,94%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
40,37 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em julho de 2005, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 56,30 por barril, configurando uma alta de 2,36% frente ao fechamento anterior.