Chanceler russo rechaça força da UE na Ucrânia e compara Macron a Hitler e Napoleão

Presença de forças europeias na Ucrânia significaria o "envolvimento descarado dos países da Otan em uma guerra contra a Federação Russa", afirmou Sergei Lavrov

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Sergei Lavrov em Moscou no dia 6 de março / Fotógrafo: Pavel Bednyako/AFP/Getty Images
Sergei Lavrov em Moscou no dia 6 de março / Fotógrafo: Pavel Bednyako/AFP/Getty Images

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A Rússia se opõe “categoricamente” a qualquer acordo que permita que tropas europeias atuem como forças de paz na Ucrânia, disse o Ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov.

“Não vemos espaço para compromisso”, disse Lavrov a repórteres nesta quinta-feira (6) durante uma coletiva de imprensa em Moscou. A presença de forças europeias na Ucrânia significaria o “envolvimento descarado dos países da Otan em uma guerra contra a Federação Russa. Isso é impossível de permitir”, afirmou.

O presidente francês Emmanuel Macron e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, estão trabalhando em propostas para uma trégua de um mês na Ucrânia, cobrindo operações aéreas e marítimas, além de infraestrutura energética. Isso poderia ser seguido por uma segunda fase envolvendo o deslocamento de tropas, de acordo com Macron. Enquanto isso, Starmer falou em uma cúpula no domingo (2) sobre a formação de uma “coalizão dos dispostos” para participar de operações de manutenção da paz na Ucrânia.

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Líderes europeus estão se reunindo em Bruxelas nesta quinta-feira para uma reunião de emergência sobre a Ucrânia e gastos com defesa. Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que deseja ver um cessar-fogo na Ucrânia, a Rússia não deu indícios de que está disposta a parar de lutar, enquanto suas tropas avançam gradualmente ao longo da linha de frente leste da Ucrânia.

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Lavrov acusou Macron de buscar “lutar contra a Rússia” e o comparou a Napoleão e Hitler, após o líder francês afirmar em um discurso televisionado na quarta-feira (5) que entrará em negociações para estender o escudo nuclear de seu país para defender os aliados europeus.

“Eles disseram diretamente ‘Precisamos conquistar a Rússia, precisamos derrotar a Rússia'”, disse Lavrov. “Ele, aparentemente, quer a mesma coisa, mas por algum motivo diz que precisamos lutar contra a Rússia para que ela não derrote a França.”

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