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O Ibovespa Futuro operava com baixa nos primeiros negócios desta quinta-feira (6), acompanhando o desempenho externo, com investidores repercutindo decisões tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de olho nos planos da Alemanha de revisão de suas regras fiscais e de um fundo de infraestrutura, em dia de decisão de política monetária do Banco Central Europeu.
Às 09h07 (horário de Brasília), o índice futuro com vencimento em abril recuava 0,16%, aos 124.595 pontos.
A queda das cotações futuras do minério de ferro e tentativa modesta de recuperação do petróleo também pesam sobre o apetite a risco.
Já a decisão de Trump de isentar algumas montadoras de suas tarifas por um mês, desde que elas cumpram regras de livre comércio existentes, dava algum alívio.
Na pauta nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem diversas reuniões com autoridades nesta quinta, incluindo da Secretaria de Comunicação Social e de Assuntos Jurídicos da Casa Civil.
Nos EUA, o Dow Jones Futuro operava com baixa de 0,78%, S&P500 caía 0,94% e Nasdaq Futuro recuava 1,17%.
Ibovespa, dólar e mercado externo
O dólar à vista caía 0,03%, aos R$ 5,755 na compra e R$ 5,756 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,28%, aos 5.786 pontos.
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam com alta em sua maioria, impulsionadas por um atraso em algumas tarifas dos EUA sobre o México e o Canadá. O Hang Seng saltou 3,29%, refletindo as expectativas elevadas dos investidores por medidas mais favoráveis que podem ser anunciadas na coletiva de imprensa conjunta dos ministérios do governo chinês em Pequim.
Na quarta-feira, autoridades chinesas anunciaram uma meta de expansão de cerca de 5% para 2025 em sua sessão parlamentar anual, marcando a primeira vez em mais de uma década que Pequim estabeleceu a mesma meta por três anos consecutivos. O presidente Xi Jinping sinalizou a determinação da China em seguir adiante com uma meta de crescimento ambiciosa este ano, apesar da guerra comercial.
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Os mercados europeus operam majoritariamente em alta, com investidores à espera da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). A expectativa é de que o BCE corte sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, para 2,5%.
Os preços do petróleo sobem após caírem nas últimas quatro sessões, já que as tarifas dos EUA sobre o fornecimento de petróleo bruto canadense podem ser aliviadas, mas os investidores continuam cautelosos com as tarifas restantes sobre o México e com os planos dos principais produtores de aumentar a produção.
As cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa, à medida que problemas tarifários superam promessas de estímulo de Pequim.
