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SÃO PAULO – Após operar em alta durante a maior parte da sessão, o dólar comercial encerrou esta quinta-feira em queda, mesmo com o nervosismo trazido pelo atentado terrorista em Londres.
Pela manhã, seis explosões no centro da capital inglesa reacenderam o temor dos investidores em relação às ameaças do terrorismo internacional. O número de vítimas fatais ainda não foi confirmado pelo polícia local, mas as contagens preliminares já passam de 30.
Entrada de recursos
A queda desta quinta-feira foi atribuída à entrada de recursos. Segundo analistas, a Petrobras teria entrado vendendo dólares no mercado interno, o que pressionou a cotação da moeda no final da manhã e causou a reversão.
Outro fator que impulsionou o real diante do dólar nesta quinta-feira foi a divulgação do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) de junho, que veio abaixo das expectativas do mercado, registrando a maior deflação em mais de dois anos.
Crise política
No cenário político, o mercado esteve aguardando o depoimento da ex-secretária do publicitário Marcos Valério à CPI dos Correios, que teve início há pouco.
Apesar do nervosismo, a crise política tem apenas aumentado a volatilidade dos mercados, sem grandes impactos sobre sua trajetória do dólar comercial, fato que, segundo os analistas, pode mudar caso as investigações comecem a se aproximar da Presidência ou do Ministério da Fazenda.
Dólar fecha em baixa
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O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3750 na compra e R$ 2,3780
na venda, baixa de 0,54% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,6970, representando um ágio de 13,56%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta queda, o
dólar acumula valorização de 1,89% em julho, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 10,37%.
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Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 2.399,
forte baixa de 0,83% em relação ao fechamento
de R$ 2.419
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em baixa de 0,67%,
atingindo R$ 2.436 frente
à R$ 2.453 do fechamento de
quarta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
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O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,57% para setembro de 2005, com alta de 0,06 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,67%, estável em relação ao valor de ajuste da sessão anterior.