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SÃO PAULO – Entre os esportes radicais, o pára-quedismo é aquele que consegue aliar o maior nível de adrenalina e emoção durante a prática. Sensação de estar voando, ver o mundo se aproximar durante a queda, e sentir ao máximo a ação da gravidade. Coisas que você só consegue vivenciar durante um salto de pára-quedas. Apesar do preço e do risco envolvido no esporte, a diversão é garantida.
Nos últimos dez anos, com a melhoria dos equipamentos e das técnicas de salto, o esporte tornou-se mais seguro. De acordo com as estatísticas, as chances de ocorrerem acidentes fatais diminuíram drasticamente. O pára-quedismo, inclusive, está fora do grupo de esportes que apresenta maior taxa de acidentes fatais. Salto livre (asa delta), alpinismo, ciclismo, mergulho e automobilismo são considerados esportes muito mais perigosos que o salto de pára-quedas.
Saltos
Um salto custa entre R$ 300 e R$ 400. Em função do clima e disponibilidade de aeronaves, exige-se que os interessados permaneçam um dia inteiro nas escolas de pára-quedismo para poderem praticar. É preciso entrar na fila, esperar sua vez chegar e torcer para que o céu esteja limpo. Uma pessoa que pese mais de 85 kg precisa saltar com um equipamento de maior envergadura. Neste caso, uma taxa extra geralmente é cobrada pelo pára-quedas maior.
Se você quiser levar o esporte a sério, é preciso preparar o bolso. Um curso de pára-quedismo não sai por menos de R$ 3 mil. Vale lembrar que o preço médio de um pára-quedas é de US$ 3 mil. O esporte envolve vários tipos de saltos como o freely, o freestyle, o skysurf e o wing suit.
Atualmente, o equipamento, também conhecido como velame, é feito de nylon e confeccionado com máquinas a laser. Para saltar, o atleta precisa de uma mochila onde ficam os dois pára-quedas obrigatórios – o principal e o reserva. Além disso, existem óculos especiais, altímetros e capacetes, estes indicados principalmente para os saltos em grupo, diminuindo o impacto em caso de choques entre os pára-quedistas.
Primeiro pára-quedista
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O primeiro salto de pára-quedas da história aconteceu em 1617 em plena Praça São Marcos, em Veneza. Um italiano de origem húngara decidiu testar seu novo brinquedo pulando da torre da catedral da cidade, cem anos depois que o primeiro protótipo de pára-quedas havia sido desenhado por Leonardo da Vinci. O pára-quedista sobreviveu e deixou a platéia veneziana eufórica.
Até a Segunda Guerra Mundial, o pára-quedismo era utilizado apenas para fins militares – tropas especiais saltavam com um pára-quedas redondo em zonas inimigas. Com o desenvolvimento de um sistema de acionamento manual dos pára-quedas através de um cabo, o velame virou artigo esportivo e conquistou adeptos em todo o mundo.
A pessoa mais velha a saltar no Brasil foi Dona Encarnação Olivas, que realizou um sonho com quase 82 anos no aeroporto de Marília, em 1992. Outro evento curioso aconteceu em 1945, na região do Mar Báltico, quando Terence Spencer abriu seu pára-quedas a menos de 10 metros do solo. Por sua vez, o recorde mundial de salto em grupo ocorreu em 2002, na Tailândia, com 300 pára-quedistas.