Com agravamento da crise política, dólar comercial opera em forte alta

Mercado segue apreensivo com novas denúncias de corrupção; Merrill Lynch rebaixou recomendação a títulos brasileiros

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SÃO PAULO – Com o agravamento da crise política interna, o dólar comercial opera em forte alta na tarde desta sexta-feira, com investidores temendo possíveis impactos sobre a economia brasileira.

Notícias vinculadas na imprensa apontam para uma possível ligação entre Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, e a máfia da Previdência. Além disso, a perspectiva de que revistas semanais possam deflagrar novos escândalos de corrupção estimula a cautela nesta sexta-feira.

Também nesta sessão, o banco de investimentos norte-americano Merrill Lynch rebaixou a recomendação para os títulos da dívida brasileira de “overweight” (acima da média do mercado) para “marketweight” (média do mercado), o que tende a estimular uma saída de recursos e, conseqüentemente, impulsionar o dólar.
Dólar em forte alta

O dólar comercial opera cotado a R$ 2,3760 na compra e R$ 2,3790

na venda, forte alta de 0,76% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,6460, representando um ágio de 11,36%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 1,93% em julho, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 10,33%.

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Dólar futuro na BM&F
também opera em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
opera cotado a R$ 2.386,
forte alta de 0,91% em relação ao fechamento
de R$ 2.365

da última quinta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, opera em forte alta de 0,98%,
atingindo R$ 2.420 frente
à R$ 2.396 do fechamento de

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ontem.