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SÃO PAULO – O dólar comercial fechou com a maior alta desde maio de 2004 nesta segunda-feira, com os investidores se mostrando cautelosos em relação às implicações da crise política sobre a economia brasileira. O fraco resultado da balança comercial também preocupou.
O mercado teme o surgimento de denúncias contra o presidente Lula e o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que poderiam prejudicar o andamento da economia. Apesar deste cenário, o Banco Central informou nesta segunda-feira que o fluxo cambial era positivo em US$ 27 milhões em julho, considerando dados até o último dia 21.
Balança apresenta pior resultado do mês
O superávit da balança comercial, referente à quarta semana de julho, mostrou o menor saldo deste mês, ao apurar US$ 343 milhões, alertando os investidores em relação à possibilidade de a recente valorização do real já estar impactando sobre as exportações brasileiras.
Por outro lado, o relatório Focus, divulgado pela manhã, mostrou que as perspectivas para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) de 2005 foram novamente reduzidas, atingindo 5,55% frente aos 5,67% da última semana. A projeção para a Selic ao final do ano também caiu, de 18 para 17,88% ao ano.
Além disso, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas, apurou inflação de 0,12%, o que representa um recuo frente os 0,14% da medição anterior.
Dólar fecha em alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,4590 na compra e R$ 2,4630
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na venda, forte alta de 2,71% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,6420, representando um ágio de 7,44%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 5,53% em julho, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 7,16%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 2.468,
forte alta de 2,62% em relação ao fechamento
de R$ 2.405
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em forte alta de 2,71%,
atingindo R$ 2.503 frente
à R$ 2.437 do fechamento de
sexta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,46% para setembro de 2005, com queda de 0,06 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,89%, alta de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.
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