Empresas gastaram menos com juros em junho

Taxa média cobrada nos empréstimos corporativos caiu para 2,43% ao mês em junho, porém na comparação anual houve forte aumento (2,19%)

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SÃO PAULO – De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Banco Central, em seu relatório de Política Monetária e Operações de Crédito, a taxa de juro paga pelas empresas nos empréstimos bancários caiu para 2,43% ao mês em junho. Contudo, o recuo em relação a maio, quando a taxa atingiu seu patamar mais alto em 12 meses, foi modesto, de apenas 3 pontos base (2,45%).

Ainda mais preocupante é a constatação de que a taxa média praticada em junho está 24 pontos base acima daquela registrada no mês período do ano passado, visto que na época a taxa média cobrada das empresas era de 2,19% ao mês.

Retorno de aplicações foi maior

Não houve, contudo, qualquer alteração no retorno pago pelos bancos pelas aplicações financeiras dessas empresas, que segundo o relatório do BC, teria se mantido em 1,52% ao mês em junho, mesmo patamar de maio. Em junho de 2004, contudo, a taxa de retorno dessas aplicações era 22 pontos base menor, ou seja, estava em 1,30% ao mês.

Considerando-se estas taxas, o spread dos bancos com as operações à pessoa jurídica – que mede a diferença entre as taxas cobradas e aquelas pagas pelos bancos às empresas – alcançou 1,07% ao mês, praticamente estável em relação ao mês anterior quando estava em 1,08%. Já na comparação com igual período de 2004, houve uma elevação de 5 pontos base (1,02%).

Conta garantida foi única modalidade que ficou mais cara

Dentre as modalidades de crédito oferecidas para as empresas, a única que registrou elevação na taxa média de juro cobrada em junho foi a de conta garantida, que é uma modalidade de crédito pré-aprovado rotativo destinada a financiamento de curtíssimo prazo.

Nessa linha de crédito a taxa média registrou alta de dois pontos base e subiu para 4,53% ao mês. Na comparação com junho do ano passado, a alta é mais acentuada visto que naquela época ela estava em 4,36%.

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Merece destaque o forte recuo registrado nas linhas de capital de giro, cuja taxa média de junho (2,82% ao mês) registrou queda de 10 pontos base na comparação com maio (2,92% ao mês). As linhas de desconto, tanto de promissória quanto de duplicatas, também registraram queda significativa em junho. Em ambos os casos o recuo foi de cerca cinco pontos base, com as taxas alcançando, respectivamente, 3,57% ao mês e 3,63% ao mês.

Também foi registrada queda nos juros cobrados nas operações de Vendor (1,82% ao mês), de Aquisição de Bens (2,30% ao mês) e nas de Hot Money (3,63%).