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SÃO PAULO – Bastante volátil, o dólar comercial encerrou em queda nesta quarta-feira. A sessão foi marcada pela disputa entre exportadores, internando recursos de vendas ao exterior, e de multinacionais, comprando dólares para fazer remessas, o que imprimiu volatilidade à divisa.
Outros fatores que contribuíram para a oscilação da moeda norte-americana nesta quarta-feira foram o volume abaixo do normal e uma série de rumores em relação às investigações da CPI mista dos Correios.
Clima tenso em Brasília
Em Brasília, a CPI mista dos Correios decidiu pelo pedido de prisão preventiva do publicitário Marcos Valério, devido à tentativa de destruição de documentos contábeis em uma de suas empresas, que foi interrompida pela polícia mineira. O pedido, no entanto, ainda deve passar pelo Ministério Público.
No cenário econômico, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor – Fipe), referente à terceira quadrissemana de julho, apontou inflação de 0,17%, frente a uma estabilidade dos preços no referencial anterior.
Dólar fecha em alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,4350 na compra e R$ 2,4380
na venda, baixa de 0,57% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,6570, representando um ágio de 9,12%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta queda, o
dólar acumula valorização de 4,46% em julho, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 8,10%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 2.442,
baixa de 0,49% em relação ao fechamento
de R$ 2.454
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da última terça-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em baixa de 0,60%,
atingindo R$ 2.477 frente
à R$ 2.492 do fechamento anterior.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,44% para setembro de 2005, com queda de 0,01 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,78%, queda de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.