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O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (19) a declaração de situação de emergência em todo o estado devido ao aumento dos casos de dengue.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve assinar o decreto nas próximas horas, permitindo a implementação de ações mais ágeis e a alocação de recursos adicionais do governo federal.
Atualmente, 59 municípios paulistas já estavam sob decreto de emergência por dengue.
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Os últimos dados da Secretaria de Estado da Saúde indicam 124.038 casos confirmados da doença e 113 mortes. Além disso, há 82.908 casos e 233 óbitos em investigação.
Durante uma reunião no Centro de Operações de Emergências (COE), o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, anunciou medidas para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Entre as ações, destaca-se o aumento do financiamento para internações de pacientes com dengue, com um acréscimo de 20% no teto de Média e Alta Complexidade (MAC), beneficiando hospitais e unidades de saúde conveniadas ao SUS.
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O governo também investiu R$ 3 milhões na aquisição de 100 novos equipamentos de nebulização portátil e 10 de nebulização ambiental. Até o momento, são 730 máquinas portáteis e 55 pesadas disponíveis para o combate ao mosquito.
Paiva afirmou que insumos e medicamentos estão garantidos, mas é necessário investir em salas de hidratação para evitar casos graves da doença.
Comparando com o mesmo período de 2024, os números deste ano são menos expressivos. Em 2024, o estado registrou 198.668 casos e 159 mortes.
A capital paulista teve 5.218 casos confirmados e uma morte até agora. A região de São José do Rio Preto é a mais afetada, com 37.580 casos e 36 mortes.