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SÃO PAULO – Revertendo a tendência apresentada durante a manhã, o dólar comercial encerrou a sessão desta segunda-feira em alta, com os investidores voltados ao cenário externo e aproveitando as menores cotações para levar posições. O novo recorde alcançado pelo petróleo e a expectativa em relação à reunião do Fed ampliaram a cautela do mercado.
O preço do barril de petróleo atingiu o seu maior patamar desde o início da série histórica nesta segunda-feira, sendo cotado próximo aos US$ 64,00. A cotação da commodity é impulsionada pelo temor de que a situação na Arábia Saudita se complique, prejudicando a oferta do produto no mercado internacional.
Além disso, os investidores aguardam a reunião do Fomc, comitê norte-americano de política monetária, que na próxima terça-feira decide a nova taxa básica de juros da economia do país. Apesar de o consenso ser de uma elevação de 25 pontos base, o mercado espera que o comentário que acompanha a decisão possa trazer pistas sobre o rumo das próximas deicisões da entidade.
Cenário econômico limita alta
A balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 904 milhões na primeira semana de agosto. Com isso, o saldo positivo acumulado no ano já é cerca de 30% superior ao do mesmo período do ano anterior.
Por fim, a desaceleração da inflação medida pelo IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) e a nova redução das projeções do mercado para a variação dos principais indicadores de preços da economia brasileira contribuíram para limitar os ganhos da moeda norte-americana nesta segunda-feira.
Dólar encerra em alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3260 na compra e R$ 2,3270
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na venda, alta de 0,74% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,6200, representando um ágio de 12,64%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 2,19% em agosto, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 12,29%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.354,
forte alta de 0,79% em relação ao fechamento
de R$ 2.335
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em alta de 0,31%,
atingindo R$ 2.380 frente
à R$ 2.372 do fechamento de
sexta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,75% para outubro de 2005, com alta de 0,06 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,90%, alta de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.
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