Denúncias atingem Palocci e dólar fecha em sua maior alta desde maio de 2004

Cenário político elevou a cautela e a moeda norte-americana chegou a valorizar-se 4,16% durante a sessão

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SÃO PAULO – Em uma sessão marcada pela cautela dos investidores proveniente de novas denúncias no cenário político, o dólar comercial encerrou as negociações desta sexta-feira em forte alta de quase 3% , maior alta desde maio de 2004. Vale ressaltar que durante a sessão a moeda norte-americana chegou a acumular valorização de 4,16%.

O dólar disparou na manhã desta sexta-feira depois da notícia de que Rogério Buratti, ex-assessor do Ministro da Fazenda, afirmou que Antonio Palocci recebia propinas quando prefeito de Ribeirão Preto. A acusação ameaça a blindagem que afasta o ministro e a economia brasileira da crise política.
Redução dos ganhos

Entretanto, a moeda norte-americana reduziu os ganhos diante da ausência de provas que confirmam a acusação do ex-assessor de Palocci. Simultaneamente, o Ministro da Fazenda divulgou nota afirmando não fazer parte de nenhum esquema de corrupção.

Além disso, o fraco desempenho dos títulos da dívida externa brasileira e a conseqüente alta do risco país, principal indicador da confiança do investidor, reduziram a entrada de dividas no país, favorecendo a moeda norte-americana.

Dólar fecha em forte alta

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,4480 na compra e R$ 2,4500

na venda, forte alta de 2,94% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,6420, representando um ágio de 7,97%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 2,98% em agosto, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 7,65%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.464,
forte alta de 2,92% em relação ao fechamento
de R$ 2.394

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da última quinta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em forte alta de 4,04%,
atingindo R$ 2.492 frente
à R$ 2.395 do fechamento anterior.