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SÃO PAULO – Em uma terça-feira de forte volatilidade no mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou os negócios em leve queda, pressionado pelos dados positivos do cenário econômico doméstico.
A Fundação Getúlio Vargas divulgou, pela manhã, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) de agosto, que mediu deflação de 0,65%, frente à queda de 0,34% registrada em julho. O indicador também veio bem abaixo das expectativas do relatório Focus, que apontavam para um recuo de 0,40% nos preços.
Petróleo volta a subir e preocupa
O barril de petróleo voltou a ser negociado acima dos US$ 70 na bolsa de Nova York, depois do furacão Katrina ter paralisado cerca de 92% da produção do Golfo do México, além de fechar o maior porto de importação do insumo e refinarias no Mississippi e na Louisiana.
Já a minuta da última reunião do Fomc, comitê norte-americano de política monetária, mostrou preocupações com a evolução da inflação no país.
O colegiado da instituição ainda destacou que a evolução da inflação dos bens menos voláteis vem muito próxima do limite superior da banda de oscilação considerada consistente com a estabilidade dos preços.
Dólar fecha em queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3820 na compra e R$ 2,3830
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na venda, leve baixa de 0,13% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,6290, representando um ágio de 10,37%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta queda, o
dólar acumula valorização de 0,17% em agosto, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 10,18%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.386,
leve baixa de 0,08% em relação ao fechamento
de R$ 2.388
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em leve baixa de 0,08%,
atingindo R$ 2.417 frente
à R$ 2.419 do fechamento anterior.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,40% para novembro de 2005, com alta de 0,52 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,60%, com alta de 0,30 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.
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