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SÃO PAULO – Prolongando a recuperação da sessão anterior, o dólar comercial fechou a sessão desta terça-feira em forte alta, de mais de 1%. Com a valorização, a moeda voltou a operar na casa dos R$ 2,70, após encerrar 2004 atuando próxima dos R$ 2,65.
A realização do segundo leilão de compra do Banco Central este ano acelerou a alta da moeda norte-americana na sessão. Segundo informações não confirmadas pelo banco, o BC comprou moeda com taxa de corte de 2,687, quando a moeda já apresentava boa alta.
Setor manufatureiro impulsiona dólar
No cenário externo, o dólar continua se recuperando frente as principais moedas e já é cotado a US$ 1,33 por euro. De acordo com os analistas, a moeda ainda se beneficia dos efeitos da divulgação do bom resultado do setor manufatureiro na sessão anterior.
Vale ressaltar que apesar da moeda norte-americana ter encerrado 2004 acumulando o terceiro ano consecutivo de queda frente ao euro, a economia do país cresceu mais rapidamente do que a da União Européia pelo quarto ano seguido no ano passado.
Moeda prolonga recuperação
Dessa maneira, o dólar comercial fechou cotado a R$ 2,6990 na compra e R$ 2,7010
na venda, forte alta de 1,01% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,9960, representando um ágio de 11,00%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 1,81% em janeiro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 1,81%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro
encerrou o dia cotado a R$ 2.728,
forte alta de 0,83% em relação ao fechamento
de R$ 2.705
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, fechou estável,
atingindo R$ 2.714 frente
ao fechamento de
segunda-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,21% para março de 2005, com alta de 0,08 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior. Já o contrato referente a maio de 2005, encerrou a 2,40%, alta de 0,08 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.
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