Dólar comercial fecha em forte queda e atinge menor cotação desde junho de 2002

Mercado acompanha movimentos do cenário internacional, após divulgação do PIB dos EUA; IPC da FIPE acelerou em janeiro

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SÃO PAULO – O dólar comercial fechou em forte queda nesta sexta-feira, na casa dos R$ 2,64, menor valor desde junho de 2002. O desempenho na semana também foi bastante negativo, com desvalorização acumulada de mais de 1,5%.

A moeda acompanha os movimentos do mercado de câmbio internacional e nem mesmo o leilão de compra do Banco Central, realizada no início da tarde, foi capaz de reverter a trajetória de queda.

PIB dos EUA cresce menos do que o esperado

No cenário internacional, o dólar sofre desvalorização, motivado pela divulgação do PIB norte-americano, que cresceu menos do que o esperado em 2004. O indicador cresceu 3,1%, enquanto os analistas previam um resultado de 3,5%.

O número aumenta as especulações em torno da minuta da última reunião do Fomc, a ser divulgada na próxima quarta-feira. Os analistas acreditam que o conselho pode sinalizar o abandono da política gradualista de aumento dos juros. Até lá, o mercado deve permanecer cauteloso.

Inflação do IPC-FIPE acelerou em janeiro

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas divulgou na manhã desta sexta-feira o IPC (Índice de Preços ao Consumidor). A inflação medida pelo índice acelerou na terceira quadrissemana de janeiro, ficando em 0,72%. Na última medição, o índice havia subido 0,67%.

No Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, o presidente do BC, Henrique Meirelles, defendeu a ata do Copom, que sinalizou altas adicionais da Selic, classificando-a como realista e justificando que o Banco Central não poupará esforços para controlar a inflação.

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O atual patamar dos juros brasileiros, no entanto, foi bastante criticado nas discussões durante o evento. Os participantes alegam que o crescimento do país pode ser prejudicado pelas altas taxas de juros reais, além de 12%, praticadas no país.

Banco Central volta a comprar dólares

O Banco Central voltou a comprar dólares nesta sexta-feira, retomando o ritmo de intervenções que vinha sendo adotado desde dezembro. De acordo com a assessoria do banco, a taxa de corte do leilão foi de R$ 2,660. Após a operação o dólar reduziu ampliou as perdas.

Enquanto isso, seguem fortes as especulações de mudanças na diretoria do banco. Os rumores dão conta da saída dos diretores do BC, Alexandre Schwartsman (Assuntos Internacionais) e Afonso Bevilaqua (Política Econômica). A confirmação das mudanças pode trazer turbulências ao mercado.

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Dólar fecha sessão em forte queda

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,6440 na compra e R$ 2,6450
na venda, forte baixa de 0,75% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,9790, representando um ágio de 12,67%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 0,30% em janeiro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 0,30%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro
encerrou o dia cotado a R$ 2.647,
forte baixa de 0,79% em relação ao fechamento
de R$ 2.668
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, fechou em forte baixa de 0,75%,
atingindo R$ 2.673 frente
à R$ 2.694 do fechamento de

ontem.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,04% para abril de 2005, com alta de 0,06 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior. Já o contrato referente janeiro de 2006, encerrou a 3,75%, alta de 0,09 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.

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