Japão pretende ampliar espaço para trabalhadores estrangeiros

Novo Plano de Imigração propõe atuação de estrangeiros em áreas até então restritas; população deve analisar proposta

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SÃO PAULO – O Ministério da Justiça japonês deve anunciar, em breve, um novo plano de controle da imigração ao Japão. Dentre os objetivos do novo plano estaria o de expandir as áreas em que é possível contratar trabalhadores estrangeiros no Japão.

Atualmente, os trabalhadores estrangeiros atuam, em geral, em áreas que exigem algum tipo de especialização ou capacitação técnica. Ainda que a preferência siga sendo por este tipo de trabalhador, o novo Plano de Imigração é expandir essas áreas de atuação, para áreas que não são consideradas como especializadas ou de atuação técnica.

Opinião da população será considerada

O objetivo destas mudanças seria compensar a menor oferta de mão-de-obra japonesa nestas áreas, que inclui, por exemplo, a Agricultura, por trabalhadores estrangeiros. O fraco desempenho da economia japonesa nos últimos anos acabou, segundo informaram representantes do ministério, tendo um impacto negativo no crescimento da população japonesa.

Apesar da necessidade de repor esta mão-de-obra, o governo não pretende apresentar o texto final do projeto antes de submetê-lo à análise do público. Para tanto, o texto preliminar do novo plano deve ser disponibilizado para consulta no site do Ministério da Justiça (www.moj.go.jp). A população tem até o dia 1o. de março para enviar suas opiniões sobre o novo Plano de Imigração ao ministério.

Visto e residência facilitados

Além do aumento das áreas de atuação de estrangeiros, o novo Plano prevê o alongamento do prazo de validade dos vistos concedidos a especialistas estrangeiros, que atualmente é de três anos, e maior facilidade na concessão de residência permanente para estrangeiros, de forma a atrair mão-de-obra especializada ao Japão.

Sob as regras atuais, cabe ao Ministério da Justiça decidir se os estrangeiros que vivem ilegalmente no Japão terão ou não direito de ficar no país. Mas, a falta de transparência em como estas decisões são tomadas tem gerado muitas críticas por parte da população.