Petrobras e PRIO são as petroleiras favoritas do JPMorgan no Brasil para 2025

São empresas dolarizadas, com baixos custos operacionais (lifting costs) e flexibilidade de Capex, garantindo geração de fluxo de caixa

Felipe Moreira

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Após um desafiador ano de 2024, impactado por fatores macroeconômicos, como os preços do petróleo e o câmbio, além de obstáculos regionais, como bloqueios e a greve do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), o JPMorgan destacou sua preferência pelas ações da Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3) neste ano entre as ações de companhias brasileiras e também entre as latino-americanas (Vista e YPF completam a lista das preferidas na América Latina).

Com expectativa de queda para as cotações do petróleo Brent em 2025, o JPMorgan disse que ambas empresas oferecem uma boa oportunidade de investimento, pois são dolarizadas, com baixos custos operacionais (lifting costs) e flexibilidade de Capex, garantindo geração de fluxo de caixa.

Além disso, o banco destaca que as avaliações de PRIO e Petrobras ainda descontadas, o que elimina a possibilidade de rebaixamento da recomendação. Dessa forma, manteve recomendação de compra para Petrobras, elevando o preço-alvo de R$ 47,50 para R$ 49,50.

Para a PRIO, o banco também reiterou recomendação de compra, mas reduziu o preço-alvo de R$ 62 para R$ 61.


A equipe de commodities do banco prevê uma mudança de um mercado equilibrado em 2024 para um superávit de 1,3 milhão de barris/dia em 2025, impulsionado pelo crescimento mais lento da demanda, que deve atingir 1,1 milhão de barris/dia, com o fim da recuperação pós-pandemia e as tendências de descarbonização.

Por outro lado, analistas esperam que a oferta fora da Organização dos Países Exportadores de Petroléo e aliados (OPEP+) aumente 1,8 milhão de barris/dia, liderada por Brasil, Guiana, Senegal e Noruega, com o xisto nos EUA crescendo 670 mil barris/dia (com águas profundas superando o xisto). Nesse contexto, eles acreditam que a OPEP continue sensível aos preços e suporte o mercado de petróleo.

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Diante disso, o JPMorgan projeta que o Brent terá uma média de US$ 73 por barril (hoje na casa dos US$ 79) neste ano, caindo para US$ 61 por barril em 2026.

Por fim, no segmento de distribuição de combustíveis, o JPMorgan prevê margens mais baixas em um ambiente macroeconômico mais difícil, mas mantém uma visão construtiva com base em avaliações descontadas.

Assim como o JPMorgan, o Goldman manteve preferência pela Petrobras, devido ao carry atrativo com um potencial de dividend yield de 15% em 2025, e pela PRIO, com rendimento de fluxo de caixa de 24% em 2025 em um cenário de forte crescimento de produção, com uma expansão de produção média superior a 50% em 2025E, dada a consolidação do Peregrino e a esperada ramp-up do Wahoo.