Indústria brasileira cresce 8,3% em 2004, revela IBGE

Após expansão de 0,6% em dezembro, setor alcança melhor resultado dos últimos anos; segmento de veículos, petróleo e alimentos se destacam

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SÃO PAULO – A produção industrial brasileira cresceu 0,6% em dezembro do ano passado, na comparação com novembro, o que contribuiu para a expansão de 8,3% verificada no acumulado de 2004. As informações fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (10).

O resultado alcançado em 2004 é o melhor dos últimos anos, já que em 2003 a evolução havia chegado apenas a 0,1%, após alta de 2,7% em 2002 e 1,6% em 2001.

Em relação ao mesmo mês do ano anterior (2003), o estudo também constata incremento de 8,3% na produção, taxa superior à alta de 7,8% registrada em novembro e a de 3,3% observada em outubro.

Outro dado que comprova o ritmo de expansão apresentado pela indústria no final do ano diz respeito à análise trimestral. Nesta base comparativa, a pesquisa revelou aumento produtivo de 0,9% nos últimos três meses de 2004, em relação ao penúltimo trimestre. Já no confronto com igual período do ano anterior, a elevação foi de 6,3%.

Bens de consumo duráveis têm maior alta

A expansão industrial ao longo de 2004 tem perfil generalizado, já que 26 ramos analisados apresentaram variação positiva no período, assim como as 4 categorias de uso e 67 dos 76 subsetores observados. Os maiores impactos favoráveis para o resultado geral vieram de veículos automotores (29,9%), máquinas e equipamentos (16,1%), alimentos (4,1%), outros produtos químicos (7,0%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (17,8%).

Na análise por categorias de uso, o maior crescimento foi verificado nos bens de consumo duráveis (21,8%), em decorrência do bom desempenho de seus subsetores, como automóveis (27,6%), celulares (31,2%) e eletrodomésticos (18,7%). Este resultado pode ser creditado ao aumento de consumo doméstico provocado pela melhora no acesso ao crédito e expansão do mercado de trabalho.

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Nas demais categorias, as taxas de expansão foram as seguintes: bens de capital (19,7%), bens intermediários (7,4%) e bens de consumo semiduráveis e não duráveis (4,0%).

Comparação anual

Em relação à igual período do ano anterior, a expansão industrial de dezembro também foi generalizada, com altas em 21 das 27 atividades pesquisadas, nas quatro categorias de uso e em 57 dos 66 subsetores.

Entre os ramos industriais em trajetória de alta, aqueles com maior contribuição para o resultado geral foram veículos automotores (29,2%), alimentos (11,3%) e refino de petróleo e produção de álcool (14,6%).