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SÃO PAULO – Na ausência de reformas institucionais que colocariam o Brasil no caminho do investiment grade (grau de investimento), a autonomia do Banco Central é o projeto que traria maior contribuição para a redução dos juros no Brasil, é o que afirma o CSFB Brasil.
Os analistas do banco reconhecem a importância da agenda microeconômica para o crescimento econômico de longo prazo, no entanto afirmam que esta é incapaz de colocar o Brasil no caminho do investiment grade e apontam três fatores que dificultam o aprovação de reformas institucionais em 2005.
Excessiva centralização do poder decisório
O CSFB afirma que o Partido dos Trabalhadores controla metade dos ministérios federais, enquanto que, no período em que Fernando Henrique Cardoso era presidente, o PSDB detinha apenas um quarto dos ministérios.
A forte centralização reduz os benefícios de quem apóia o governo e minimiza os custos de quem se opõe a ele, afirmam os analistas da instituição financeira.
Ansiedade eleitoral e dissidência interna
Ainda de acordo com os analistas do banco, na tentativa de construir candidaturas competitivas para 2006 e 2010, os interesses regionais do Partido dos Trabalhadores, muitas vezes, diferem dos interesses federais, dificultando o relacionamento do presidente com o PT e sua base e prejudicando a agenda de reformas.
Além disso, segundo o relatório, como o presidente cede espaço a dissidentes do próprio partido na administração federal e no Congresso, o “fogo amigo” é estimulado, dificultando o processo de reforma ministerial e aumentando o esforço para se aprovarem as reformas.
Ainda de acordo com o CSFB, com o cenário acima exposto, a probabilidade de aprovação de reformas constitucionais, como a trabalhista e a fiscal, em 2005, permanece baixa, podendo ganhar forças caso o presidente Lula se aproxime de partidos aliados.
Perspectivas para a próxima reunião do Copom
Para a próxima reunião do Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, a expectativa do banco suíço é de que a taxa básica de juro da economia brasileira seja elevada em 50 pontos base, passando de 18,25% para 18,75% ao ano.
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A perspectiva do banco para a Selic é composta em função da manutenção da elevada rigidez inflacionária e dos riscos associados a pressões inflacionárias provenientes do braço da demanda.