Confiança do consumidor japonês cresceu em janeiro

Apesar da melhora índice ficou em 47,9 pontos sugerindo que a maioria ainda está pessimista; otimismo é maior com relação à empregos que a renda

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SÃO PAULO – O consumidor japonês está mais confiante com as perspectivas de emprego e geração de renda neste mês de janeiro. Segundo informou o gabinete do governo japonês, o índice que mede a confiança do consumidor japonês subiu para 47,4 pontos em janeiro.

Em termos de composição o gabinete informou que o otimismo é maior com relação ao emprego, cujo índice de confiança cresceu para 47,9 em janeiro. Já o índice de confiança com relação à renda cresceu para 45,7 pontos no primeiro mês do ano.

Índice superou expectativas

Mesmo tendo superado a expectativa do mercado, que previa que em janeiro o índice de confiança fosse ficar em 45,7 pontos, o resultado ainda sugere uma certa cautela entre os consumidores. Isso porque quando o índice de confiança do consumidor fica abaixo de 50 pontos isso sugere que o número de pessimistas ainda supera o de otimistas.

O maior otimismo se deve a uma ligeira recuperação na renda registrada em 2004. Nos últimos 48 meses o salário médio no Japão subiu em apenas seis meses, frente a três aumentos nos últimos nove meses. Também contribuiu para o resultado a queda do desemprego, que em dezembro caiu para seu nível mais baixo em seis anos, ao ficar em 4,4%.

Recorde foi alcançado em agosto

Em agosto do ano passado o índice de confiança do consumidor japonês atingiu seu nível mais alto em 13 anos, ao ficar em 49,2 pontos, bastante próximo, portanto, dos 50 pontos que indicam um maior número de otimistas que pessimistas.

Por sua vez, o governo ressaltou que, apesar de favoráveis, os números de janeiro parecem maiores do que efetivamente são, devido ao fato que em dezembro o número de pessimistas pode ter sido distorcido. Isso porque, no levantamento de dezembro, cerca de um quarto dos entrevistados nunca havia participado do levantamento, e em geral essas pessoas tendem a ser mais pessimistas. No total foram entrevistados 5.040 residências com mais de dois moradores e 1.680 residências com apenas um morador.