Dívida pública aumentou 2,02% em janeiro, segundo nota do Banco Central

Parcela atrelada ao câmbio segue sendo reduzida e a atrelada à Selic apresentou um aumento acentuado na sua participação

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SÃO PAULO – Em sua Nota de Mercado Aberto, divulgada nesta quarta-feira, o Banco Central apurou um estoque total da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) de R$ 826,7 bilhões no mês de janeiro, configurando uma alta de 2,02% frente ao mês anterior.

O crescimento da dívida deveu-se, segundo o Banco Central, à apropriação de juros e à colocação de títulos. A parcela de pré-fixados apresentou redução, assim como a parcela de títulos atrelados ao câmbio.

Parcela de títulos pré-fixados foi reduzida

Foi registrada uma redução da parcela dos títulos públicos pré-fixados na composição da DPMFi, de modo que esta passou de 20,09% em dezembro para 18,71% em janeiro. Apesar da queda mensal, em dezembro de 2003 a participação dos títulos pré-fixados era de apenas 12,51%.

Por outro lado, a participação dos títulos atrelados à variação cambial na composição da DPMFi registrou nova redução no mês passado, passando de 9,88% em dezembro para 8,03% em janeiro, sendo incorporadas as operações de swap. Em relação a dezembro de 2002, a queda é acentuada, já que a exposição cambial era de 37%.

A parcela dos títulos atrelados à Selic na composição da DPMFi passou de 52,41%, em dezembro, para 56%, em janeiro, configurando uma forte elevação de 3,59 pontos percentuais no período.

Prazo médio das emissões em ofertas públicas subiu

O prazo médio das emissões em ofertas públicas subiu no mês passado, passando de 18,52 meses, em dezembro, para 23,87 meses, em janeiro. O prazo médio das LTN´s (Letras do Tesouro Nacional) passou de 11,26 meses, em dezembro, para 12,43 meses, em janeiro.

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O prazo médio das LFT´s (Letras Financeiras do Tesouro), títulos pós-fixados e atrelados à Selic, passou de 23,13 meses, em dezembro, para 27,14 meses, em janeiro, enquanto o prazo médio das NTN-B/NTN-C (Notas do Tesouro Nacional – séries B e C), títulos pós-fixados e atrelados ao IGP-M, passou de 95,39 meses, em dezembro, para 133,85 meses, em janeiro.