Dólar comercial opera em queda, refletindo a elevação da Selic

Com a elevação da taxa Selic em 50 pontos base na quarta-feira, dólar comercial retoma trajetória de queda

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SÃO PAULO – Após a realização dos leilões de swap cambial, o dólar retoma sua trajetória de queda, com a divulgação da elevação da taxa básica de juro da economia brasileira pelo Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, ocorrida na última quarta-feira após o encerramento das negociações.

O Comitê elevou a Selic em 50 pontos base, de acordo com a média das expectativas do mercado, que já previa a elevação da taxa básica de juro para 18,75% ao ano. A medida deve aumentar a entrada de capital externo no país, já que juros mais altos resultam em rendimento maior de ativos de renda-fixa.

Inflação desacelera e favorece o real

Além disso, foram divulgados nesta quinta-feira o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe) referente à 2ª quadrissemana de fevereiro, e o Índice Geral de Preços – 10 (IGP – 10), índices de preços que apontaram para uma desaceleração da inflação.

O IPC registrou uma alta nos preços de 0,49%, indicando uma desaceleração das altas, já que o indicador anterior apontou para uma inflação de 0,52%. Já a inflação medida pelo IGP-10 recuou de 0,42% em janeiro para 0,31% em fevereiro.

A desaceleração da inflação favorece a cotação do real, já que quanto menor a inflação menor será a redução do poder de compra da moeda.

Dólar comercial opera em queda

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,5720 na compra e R$ 2,5760
na venda, baixa de 0,19% em relação ao fechamento anterior.

Com a
variação desta quinta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 1,26%
neste mês de fevereiro e uma desvalorização de 2,90% desde o início do ano.

Dólar paralelo permanece em R$ 2,8830

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No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$
2,8830, representando um ágio de 12,09%
em relação ao dólar comercial.