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SÃO PAULO – O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) desembolsou R$ 3,791 bilhões em recursos para a atividade produtiva do Brasil no mês de janeiro, o que representa aumento de 69% no confronto com os número de igual período do ano passado.
Com a expansão verificada no começo de 2005, torna-se mais factível a previsão de que o banco cumpra seu orçamento de R$ 60 bilhões ao longo de todo o ano, valor que equivaleria a evolução de 50% diante do desempenho de 2004.
Indústria estimula resultado
A elevação do volume de empréstimo do BNDES em janeiro foi provocada principalmente pelos desembolsos aos setores da indústria e da infra-estrutura. A primeira categoria respondeu, sozinha, por R$ 2,111 bilhões em recursos, atingindo alta de 89% em relação ao começo do ano passado.
Já o ramo de infra-estrutura foi responsável por R$ 1,011 bilhão das liberações. Neste caso, o aumento de empréstimos chega a significativos 186%.
Outro fator que impulsionou os desembolsos de janeiro foram as exportações, que seguem como motor do crescimento econômico brasileiro. Os financiamentos específicos para empresas exportadoras somaram US$ 623 milhão no mês passado, o que representa alta de 116% em relação a 2004.
O segmento de micro, pequenas e médias empresas, por sua vez, ficou com 29% do montante liberado em janeiro, ou R$ 1,089 bilhão em empréstimos.
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Outros indicadores revelam alta
O desempenho positivo do BNDES pode ser comprovado também por outros índices que medem seu ritmo de atividade. Em janeiro, o número de enquadramentos do banco totalizou R$ 7,524 bilhões, alcançando expansão de 254% diante de igual período do ano passado. Vale mencionar que o enquadramento é o primeiro nível de análise das propostas de financiamento que chegam ao banco.
Com evolução menos intensa, o índice de aprovação subiu 32% no começo do ano e alcançou R$ 1,708 bilhão.
O único resultado negativo ocorreu na apresentação de cartas-consulta, que chegou a R$ 3,572 bilhões em janeiro, registrando queda de 60% em relação a igual período do ano passado. De acordo com a assessoria do BNDES, esta redução pode ser considerada previsível, uma vez que a base comparativa é elevada, já que em janeiro de 2004 foi quando se iniciou o processo de retomada da apresentação de cartas-consulta ao banco.
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Vista como um dos indicadores mais importantes da atividade do BNDES, a apresentação de cartas-consulta revela o grau de confiança do empresário na economia brasileira, pois indica suas intenções de tomar empréstimos para investimentos produtivos.
A instituição financeira que mais intermediou empréstimos do BNDES foi o banco Bradesco, com R$ 324 milhões, dos quais 73,3% para micro, pequenas e médias empresas. O Banco do Brasil aparece logo atrás, com R$ 261 milhões.