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SÃO PAULO – Com atuação decisiva do Banco Central no final da sessão, o dólar comercial fechou esta sexta-feira com valorização de 0,39%. No acumulado da semana, no entanto, a moeda verificou queda de mais de 1%.
Após operar em queda na maior parte do pregão, chegando a atingir a menor cotação em mais de dois anos e meio, o dólar se recuperou no final da sessão, acentuando os ganhos depois do leilão de compra do Banco Central. De acordo com operadores do mercado, o BC teria comprado dólares com taxa de corte de R$ 2,567.
Na semana que vem, o vencimento de uma parcela de 4% da dívida cambial na quarta-feira, dia 23 de fevereiro, deve aquecer o mercado de câmbio.
Inflação do Core PPI acelera em janeiro
O mercado responde à aceleração da inflação norte-americana medida pelo PPI, que pode forçar o Federal Reserve a abandonar a política gradualista de aumento do juro básico em ritmo moderado. Os temores do mercado ganharam força nesta semana, após o chairman do Fed, Alan Greenspan, declarar que as taxas de juros do país ainda se encontram em um patamar baixo.
Vale destacar que na segunda-feira será comemorado o feriado do Dia do Presidente no Estados Unidos, o que deve reduzir o volume negociado no mercado de câmbio brasileiro.
O cenário doméstico, no entanto, ainda é bastante favorável ao real, com um forte fluxo de capitais, potencializado pela alta da Selic, e a queda do risco-país abaixo dos 390 pontos.
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Governo discute renovação do acordo com o FMI
No cenário político, o governo começa a se posicionar a respeito da renovação do acordo com o Fundo Monetário Internacional. Vários membros da equipe econômica, inclusive o ministro Palocci, já manifestaram a crença de que o país não precisa de um novo acordo.
A proposta de um acordo mais light, que vinha sendo proposta pelos líderes do governo brasileiro, encontra resistência na entidade, que teme abrir um precedente perigoso.
A cúpula do governo acredita que a renovação do acordo com o FMI pode deixar mais distante a obtenção do investment grade junto às agências de classificação de risco internacionais.
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Dólar comercial se recupera nesta sexta-feira
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,5720 na compra e R$ 2,5730
na venda, alta de 0,39% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,8590, representando um ágio de 11,16%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 1,38% em fevereiro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 3,02%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março
encerrou o dia cotado a R$ 2.580,
alta de 0,31% em relação ao fechamento
de R$ 2.572
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, fechou em alta de 0,22%,
atingindo R$ 2.616 frente
à R$ 2.610 do fechamento de
ontem.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,01% para abril de 2005, com alta de 0,10 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior. Já o contrato referente janeiro de 2006, encerrou a 3,45%, alta de 0,09 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.
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