Congresso japonês aprova aumento de imposto de renda

Governo já tem como cortar pela metade os incentivos concedidos em 1999; governo se comprometeu a rever situação, caso economia desacelere

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SÃO PAULO – Ainda que o governo japonês esteja procurando alternativas para impulsionar o consumo das famílias, de forma a com isso ajudar na retomada do crescimento da economia, visto que o consumo responde por metade do PIB do Japão, a Dieta, equivalente ao Congresso do Japão, aprovou nesta semana um novo aumento de taxas.

Apesar dos efeitos negativos sobre a renda dos japoneses, o aumento de taxas é tido como essencial para ajudar no equilíbrio das contas públicas japonesas que, diante do envelhecimento da população, vem enfrentando forte pressão devido à necessidade de pagamento de benefícios de aposentadoria.

Incentivos foram cortados pela metade

O projeto aprovado revê os termos da Legislação de Imposto de Renda do país, e deve acarretar um aumento na carga tributária dos japoneses. O projeto, segundo informações do periódico Japan Times teria sido aprovado em plenário na Câmara dos Conselheiros com o apoio da base de sustentação do governo.

Juntamente com outro projeto aprovado no último dia 18 de março, o governo agora poderá cortar pela metade parte dos incentivos fiscais introduzidos em 1999, o que implicará em um aumento médio de 145 mil ienes no imposto anual devido por parte das famílias japonesas.

Oposição foi contrária ao aumento

O governo conseguiu a aprovação das duas Leis sem contar com o apoio da oposição, que critica a decisão pelos efeitos negativos que terá no consumo.

Após a vitória do governo com a aprovação do projeto de Lei, o próximo foco de discussão é se a base governista, composta do partido do Partido Liberal Democrático, ao qual pertence o Primeiro Ministro Junichiro Koizumi, e o Novo Komeito, tentarão abolir por completo os benefícios fiscais concedidos em 1999 a partir do ano fiscal de 2006. A base governista sempre afirmou que iria monitorar de perto a evolução da economia e, caso houvesse sinais de queda na atividade, estes planos poderiam ser abandonados.