Parcela maior de jovens conseguiu emprego no Japão

Entre os que concluíram o colegial, índice de contratação subiu de 77% em 2004 para 82% em 2005; homens ocupam maioria das vagas

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SÃO PAULO – Ao contrário do que acontece na maioria dos países ocidentais, no Japão o ano efetivamente começa com o início do ano fiscal, ou seja, no mês de Abril. Esta é a época em que boa parte das contratações e negociações salariais acontece.

Entre os jovens que concluíram o ensino médio, ou Kookoo, no Japão, é agora que devem escolher entre ingressar no mercado de trabalho, ou continuar seus estudos, seja em um curso de formação técnica ou dirigindo-se para a universidade. Nos últimos anos, estes jovens têm tido mais dificuldade para encontrar uma vaga de trabalho devido à estagnação pela qual vem passando a economia do Japão.

Número de vagas cresceu para 244 mil

Ao que tudo indica, contudo, esta situação parece estar mudando, ainda que de maneira gradativa. Estima-se que, em 2005, o número de vagas oferecidas para estes jovens tenha aumentado 17,5% em relação a 2004. Mais precisamente o total de vagas de trabalho oferecidas para formandos do kookoo, subiu de 208.314 em 2004 para 244.783 em 2005.

Já o total de estudantes que procuraram ativamente uma colocação ficou praticamente estável, ao redor de 188,5 mil em 2005, o que representa um recuo de 0,2%, frente ao total de estudantes que procurou uma vaga de trabalho em 2004.

Índice de contratação é maior entre homens

A boa notícia fica por conta da elevação do percentual de estudantes que procuravam uma colocação e foram contratados. Este percentual subiu de cerca de 77% em 2004 para 82% em 2005.

O índice de aprovação foi maior entre os homens que entre as mulheres, mas tanto para homens quanto para mulheres houve melhora no índice de aprovação. Entre as mulheres, o índice de aprovação subiu de 72% para 76%, enquanto no caso dos homens este índice subiu de 81% para 86%.

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No que refere à distribuição de vagas, entre homens e mulheres, registrou-se um aumento da participação masculina. Do total de contratações os homens responderam por 56% das vagas em 2004 e 57% em 2005, já a participação das mulheres baixou na mesma proporção.