Brasil produz bastante tecnologia mas não aplica o conhecimento na produção

País registra números significativos de produção científica, mas gasta US$ 1 bilhão por ano em royalties

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SÃO PAULO – Ao contrário do que dita o senso comum no País, o Brasil produz sim bastante ciência. Segundo o professor Dálcio Roberto dos Reis, a participação brasileira equivale a 1,3% de toda a produção mundial de conhecimento e o País ocupa o 15° lugar no mundo em número de publicações. Números tidos como expressivos.

Então, por que o Brasil gasta anualmente US$ 1 bilhão em pagamento de royalties pelo uso de tecnologias desenvolvidas em outros países? Reis defende que isso ocorre porque, apesar de produzir ciência, o Brasil não transfere este conhecimento acadêmico para o setor produtivo e não o transforma em novos produtos.

Reverter a situação poderia gerar riqueza

Durante a palestra, promovida pelo Sistema Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), no dia 25 de agosto, em Curitiba, o professor Reis alertou para a questão.

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“Os números [da produção científica nacional] são relativamente significativos mas, infelizmente, temos uma dificuldade muito grande de transferir o conhecimento científico e tecnológico para a sociedade, o que poderia representar um impacto sócio-econômico no País e gerar riquezas”, destaca ele.

Dálcio Reis é professor do curso de mestrado em Engenharia da Produção do Cefet-PR (Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná), graduou-se em engenharia eletrônica, fez doutorado em Gestão Industrial pela Universidade de Aveiro (Portugal) e é autor do livro “Gestão da Inovação Tecnológica”.

As informações são da Agência CNI.