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SÃO PAULO – O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) elevou as estimativas de crescimento da economia para este ano. De acordo com o boletim da instituição, divulgado nesta quarta-feira (8), a previsão é de que a taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2004 seja de 4,6%. A estimativa anterior, divulgada em junho, era de que a economia fechasse o ano com crescimento de 3,5%.
Dentre as razões apontadas pelo presidente do IPEA, Glauco Arbix, para a revisão do crescimento do PIB estaria a divulgação, por parte do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) do crescimento da economia no primeiro semestre deste ano. O crescimento foi de 4,2% e surpreendeu ao mercado, por ter sido o mais elevado em quatro anos.
Ainda que o IPEA tenha revisto para cima o crescimento de todos os setores, merecem destaque as novas projeções para o setor industrial, que subiram de 3,6% para 5,9%, do setor agropecuário, que aumentou de 6,1% para 6,7%, e do setor de serviços, que foi elevada de 2,9% para 3,1%.
Mercado também elevou projeções do PIB
A decisão do IPEA está em linha com o relatório Focus divulgado pelo Banco Central, na última segunda-feira (6), que contém a média das projeções de cerca 100 analistas de mercado.
Segundo o relatório, o crescimento do PIB em 2004 deve ser de 4,3%, acima, portanto, da previsão da semana passada, que apontava uma expansão de 4% para a economia brasileira em 2004. Por sua vez, não houve alteração na projeção para o crescimento do PIB de 2005, que permaneceu em 3,50%. Já o IPEA projeta em 3,8% o crescimento para 2005.
O banco de investimentos, Crédit Suisse First Boston também elevou nesta semana sua projeção de crescimento da economia brasileira em 2004, de 3,5% para 4,7%. O forte crescimento econômico registrado pelos diferentes setores da economia nos trimestres anteriores foi o principal responsável pela revisão da previsão.
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A instituição prevê que o crescimento se manterá elevado no terceiro trimestre com pequena desaceleração e que a taxa de investimento subirá de 18%, registrado em 2003, para 19%. Porém, alerta que deve ocorrer expansão do investimento nos próximos anos para manter o crescimento.
Serviços impulsionaram crescimento
Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor que apresentou maior crescimento no segundo trimestre em relação ao mesmo período no ano passado foi o de serviços, com expansão de 4,4%. Neste setor mereceu destaque o segmento Comércio, que registrou alta de 9,9% em relação ao segundo trimestre de 2003.
Do lado da demanda, o forte crescimento da economia estaria sendo impulsionado pelo maior Consumo das Famílias e investimento das empresas (ex. Formação Bruta de Capital Fixo). Contudo, é importante ressaltar que o crescimento do Consumo das Famílias pode causar pressões inflacionárias, como lembra o CSFB, o que poderia levar o Comitê de Política Monetária (Copom) a aumentar a taxa básica da economia e, conseqüentemente, diminuir o ritmo de crescimento projetado para a economia neste ano.