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SÃO PAULO – Confirmando a melhor percepção em relação à economia brasileira, a agência internacional de classificação de risco Fitch elevou nesta terça-feira, dia 28 de setembro, o rating soberano de longo prazo em moeda estrangeira de “B+” para “BB-“. Já a perspectiva para dívida soberana de curto prazo foi reafirmada em “B”.
Esta ação da Fitch ocorreu em linha com a elevação do rating soberano pela Standard & Poor´s, há duas semanas, o que mostra que, realmente, a percepção externa sobre a economia brasileira está melhor a cada dia. O anúncio da elevação do rating soberano pela Fitch fez o Ibovespa, que havia aberto em queda, se recuperar e passar a operar em alta, bem como vem pressionando uma nova queda do dólar.
Desempenho da economia favorece maior rating
Dentre os fatores que embasaram essa elevação do rating podemos citar o aumento de 0,25 ponto percentual da taxa Selic, a revisão para cima da meta de superávit primário de 4,25% para 4,50% do PIB (Produto Interno Bruto) ao ano e a contenção dos gastos públicos, apesar do aumento das receitas com impostos.
O aumento na demanda internacional por produtos brasileiros e o comprometimento demonstrado pelo governo com políticas macroeconômicas sólidas também pesaram na revisão. Em relação ao andamento dos preços, a Fitch acredita que a inflação deva fechar o ano em 7,5%, no teto, portanto, da meta estipulada pelo Banco Central.
Dívida brasileira limita elevação do rating
Segundo analistas da Fitch, apesar dos esforços do governo, a elevada dívida tanto interna como externa continuam prejudicando a imagem do Brasil e limitando a elevação do rating. Outro fator levantado pela agência de classificação é a demora na aprovação de importantes reformas microeconômicas.