Preço do barril de petróleo fecha em queda e abaixo dos US$ 50 em Nova York

Fim das tensões na Nigéria foi principal responsável pelo recuo da commodity; Yukos analisa saídas

Publicidade

SÃO PAULO – A diminuição das tensões na Nigéria fez o petróleo fechar em queda nesta segunda-feira. Os rebeldes que ameaçavam atacar as estações petrolíferas recuaram do seu objetivo para retomar as conversações com o governo do País.

A Nigéria produz mais de 2 milhões de barris de petróleo por dia e as ameaças da semana passada elevaram os preços para mais de 50 dólares pela primeira vez desde 1983, quando o contrato passou a ser negociado na bolsa de Nova York.

Mercado recebeu boas notícias na segunda-feira

O mercado acompanhou com ansiedade a avaliação das instalações da petrolífera russa Yukos, realizada por um banco alemão. O banco estaria preparando a venda parte da Yukos, a fim de que a companhia levante recursos para pagar uma enorme dívida com o fisco russo.

A notícia tranqüilizou o mercado, já que ao levantar recursos para pagar sua dívida com o fisco, a Yukos poderia continuar exportando a commodity.
Maior exportadora de petróleo russo, a Yukos sofre ameaça de ter suas contas congeladas pelo governo local, caso não quite suas dívidas, o que comprometeria a exportação da commodity.

Além disso, nesta quarta-feira o governo norte-americano divulgará o relatório semanal de estoques da commodity. O mercado espera com bastante otimismo a possibilidade de uma nova alta dos estoques dos EUA e acredita que o aumento da demanda no inverno seja bem absorvido.

Petróleo fecha em queda e abaixo dos US$ 50

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 46,19
no pregão desta segunda-feira, baixa de 0,92% em relação ao último fechamento.

Com o desempenho negativo de hoje, o petróleo acumula leve baixa de 0,41% neste mês de outubro.

Por sua vez, a variação no ano ficou positiva em 53,10%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$
30,17 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em novembro de 2004, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 49,91 por barril, configurando uma baixa de 0,42% frente ao fechamento anterior.