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SÃO PAULO – O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo), divulgado na manhã desta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apresentou uma desaceleração da inflação no mês de setembro, refletindo a variação negativa dos itens alimentos e menor alta nos preços dos produtos não-alimentícios.
O resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado que, de acordo com o relatório Focus, projetava uma inflação de 0,50% para este mês.
Em setembro, o índice apurou inflação de 0,33%, abaixo da registrada no mês anterior, quando foi registrada uma elevação de preços de 0,69%. Vale destacar que, com esta alta, o índice já acumula elevação de 5,49% em 2004, frente à inflação acumulada em igual período de 2003 da ordem de 8,05%.
Item alimentos registra deflação
A menor contribuição (-0,19%) veio do item alimentos. Vários produtos ficaram mais baratos, especialmente aqueles suscetíveis ao clima e que haviam exercido pressão no resultado do mês passado.
A queda dos preços da cebola (-17,43%), do tomate (-15,90%) e hortaliças (-9,24%) contribuíram para a variação negativa do item alimentos. No mesmo sentido, o preço da farinha de mandioca caiu 6,45% e o feijão carioca recuou 4,99% e o arroz ficou mais barato 3,58%.
Dentre os componentes do grupo não-alimentício, destacou-se o item “telefone fixo”, que apresentou alta de 3,13%, em função do reajuste extra de setembro nos serviços de fixo para fixo.
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Maior inflação em Goiânia
Na análise regional, a maior inflação foi registrada em Goiânia, onde o índice registrou variação positiva de 0,77% em setembro. Por outro lado, o menor avanço dos preços foi identificado em Curitiba, com variação negativa de 0,08% no período. Em São Paulo, o índice subiu 0,28% no mês.
Entenda o índice
O IPCA se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários-mínimos e seus dados são coletados nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.
Os preços para cálculo foram coletados no período de 27 de agosto a 27 de setembro e comparados com os vigentes entre 29 de julho e 26 de agosto.