Dados do emprego nos EUA e IPCA impulsionam títulos da dívida externa brasileira

Número de postos de trabalho criados nos EUA ficou abaixo do esperado, reforçando apostas de gradualismo do Fed

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SÃO PAULO – Depois de acumularem perdas durante grande parte da semana devido às pressões das constantes altas do petróleo, os títulos da dívida externa brasileira iniciam a sexta-feira operando em alta.

A alta dos títulos pode ser explicada, principalmente, pelo Relatório do Emprego dos Estados Unidos, que mostrou que foram criados menos postos de trabalho que o esperado em setembro no país. De acordo com o indicador, o número de postos de trabalho criados foi de 96 mil no período, frente a expectativas de 150 mil novos empregos.

Isto amplia as chances de que o Federal Reserve continue assumindo uma postura gradualista na condução da taxa básica de juro norte-americana, o que deve beneficiar os títulos de países emergentes, como o Brasil.

Inflação também segue em foco

Além disso, o mercado também segue atento aos números de inflação divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na manhã desta sexta-feira. Segundo o instituto, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) apurou uma desaceleração da inflação em setembro e subiu 0,33%, abaixo da registrada no mês anterior, quando foi registrada uma elevação de preços de 0,69%.

A variação negativa do item alimentos e a menor alta nos preços dos produtos não-alimentícios elevaram o otimismo do mercado em relação ao Brasil. O resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado que, de acordo com o relatório Focus, projetava uma inflação de 0,50% para este mês.

Global 40 opera em alta nessa sexta-feira

O bom resultado elevou a demanda por títulos da dívida brasileira, que operam em alta nesse momento. O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, opera em alta de 1,50% na manhã desta sexta-feira, cotado a 114,00 centavos de dólar.
Já dentre os títulos da dívida reestruturada brasileira, o C-Bond apresenta alta de 0,57%, cotado a 100,00 centavos de dólar e o Par Bond registra valorização, cotado a 89,63 centavos de dólar.
Risco país cai

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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan opera a 450 pontos base, uma queda de 7 pontos base em relação ao último fechamento.
Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

Ativo Último Fech. Anterior Var %
C-Bond 100,00 99,44 +0,57
Par Bond 89,63 88,94 +0,78
Discount Bond 89,25 89,25 0,00
Global 06 108,75 108,75 0,00
Global 07 115,50 114,94 +0,49
Global 09 129,50 129,44 +0,05
Global 20 126,44 125,50 +0,75
Global 27 108,19 106,06 +2,01
Global 40 114,00 112,31 +1,50