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SÃO PAULO – Refletindo o expressivo aumento no saldo da balança comercial, o resultado da conta de transações correntes novamente registrou um bom desempenho no mês de setembro, conforme mostrado na Nota do Setor Externo, divulgada pelo Banco Central nesta quinta-feira, dia 21 de outubro.
De acordo com os dados apresentados, o saldo de transações correntes apresentou um superávit de US$ 1,741 bilhão em setembro, superior ao resultado positivo de US$ 1,319 bilhão apurado em igual período do ano anterior. No acumulado do ano, por sua vez, a conta de transações correntes soma um saldo positivo de US$ 9,603 bilhões, melhor desempenho, portanto, que o superávit de US$ 3,790 bilhões acumulado nos nove primeiros meses do ano anterior.
Em termos de participação no PIB (Produto Interno Bruto), a melhora fica ainda mais evidente. Isto porque, de acordo com os dados do Banco Central, a relação transações correntes/PIB registrou um forte aumento na comparação, passando de 1,03% nos nove primeiros meses de 2003 para 2,28% em igual período deste ano.
Exportações registram forte alta em setembro
Dentre os componentes da conta corrente brasileira, o destaque novamente ficou com o saldo da balança comercial, que atingiu um superávit de US$ 3,172 bilhões em setembro, 19,06% superior ao superávit de US$ 2,664 bilhões apurado em igual período do ano anterior. Tal resultado decorreu, basicamente, de uma alta nas exportações no período.
Dessa maneira, as exportações passaram de US$ 7,280 bilhões em setembro do ano passado para US$ 8,923 bilhões em igual período deste ano, enquanto as importações passaram de US$ 4,616 bilhões para US$ 5,751 bilhões na mesma comparação. No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, a balança comercial é superavitária em US$ 25,114 bilhões, bem acima do superávit de US$ 17,790 bilhões apurado em igual período do ano anterior.
Considerando-se os números acumulados, as exportações totalizam US$ 70,278 bilhões nos nove primeiros meses deste ano, acima, portanto, que os US$ 52,790 bilhões registrados entre os meses de janeiro e aetembro do ano anterior. Por outro lado, as importações acumulam um saldo de US$ 45,164 bilhões em 2004, acima, dessa maneira, dos US$ 35,000 bilhões acumulados no mesmo período de 2003.
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Conta de serviços e rendas apresenta pior desempenho
Apesar da considerável melhora na balança comercial, uma pior performance da conta de serviços e rendas no período limitou a alta do superávit das transações correntes. Dessa maneira, o saldo de serviços e rendas passou de um patamar negativo de US$ 1,570 bilhão em setembro do ano passado para um déficit de US$ 1,654 bilhão em igual mês deste ano.
No acumulado de 2004, a conta de serviços e rendas acumula saldo negativo de US$ 17,893 bilhões, o que representa uma alta frente aos US$ 16,106 bilhões negativos acumulados em igual período do ano anterior. A conta de transferências unilaterais líquidas, por sua vez, manteve-se praticamente estável no mês, passando de US$ 225 milhões em setembro do ano anterior para US$ 223 milhões em setembro de 2004.
Melhor performance do setor externo
Refletindo o aumento do superávit da conta de transações correntes e ao mesmo tempo um crescimento no saldo de investimentos estrangeiros diretos líquidos, a necessidade de financiamento do setor externo registrou nova queda em setembro, denotando uma melhora das contas externas brasileiras.
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Dessa maneira, enquanto em setembro do ano passado, a necessidade de financiamento do setor externo era negativa em US$ 2,059 bilhões, em igual mês deste ano, o patamar é negativo em US$ 2,387 bilhões.
Além disso, nos últimos doze meses terminados em setembro deste ano, a necessidade de financiamento do setor externo acumula valor negativo de US$ 25,878 bilhões (ou 4,73% do PIB), sinalizando uma melhora frente ao patamar negativo de US$ 13,917 bilhões (2,87% do PIB) registrado nos últimos doze meses terminados em setembro do ano passado. Vale destacar que valores negativos mostram um melhor desempenho das contas externas do país, conforme definição da necessidade de financiamento do setor externo.