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SÃO PAULO – A inadimplência das empresas permaneceu inalterada em setembro se comparada a agosto, porém manteve a tendência de queda em um ano, isto é, na comparação com setembro de 2003. A constatação faz parte do relatório divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (26).
De acordo com o documento, a inadimplência das pessoas jurídicas em setembro ficou em 3,5%, 1,4 ponto percentual abaixo da taxa verificada em setembro do ano passado (4,9%). Este é o segundo menor nível da inadimplência no ano, já que em junho e julho a taxa esteve em 3,4%. Contudo, o maior nível de 2004 continua sendo o registrado em fevereiro, quando a inadimplência alcançou 4,5%.
Em termos totais, cerca de 1,8% das operações de crédito para pessoa jurídica estavam com atraso superior a 90 dias em setembro. Em agosto a taxa era semelhante, de 1,9%, mas em setembro de 2003 ela era de 2,7%. A parcela de operações em atraso de 15 a 90 dias, por sua vez, foi de 1,7% em agosto, ligeiramente acima da registrada em agosto (1,6%), mas abaixo da registrada no mesmo mês em 2003 (2,2).
Inadimplência foi maior em descontos de duplicatas
Considerando-se as diversas modalidades de crédito oferecidas às empresas, a maior taxa de inadimplência pôde ser verificada nas operações de desconto de duplicatas (4,8%), idêntica àquela verificada em agosto e pouco acima da inadimplência levantada em setembro de 2003 (4,5%).
De forma inversa, as operações de repasses externos representaram a menor inadimplência em setembro (0,7%), pouco abaixo da taxa verificada em agosto (0,9%), porém com expressiva queda se comparada à taxa de inadimplência verificada no nono mês de 2003 (2,2%). Vale destacar nesta modalidade que as operações com atrasos superiores a 90 dias recuaram de 1,6% para 0,5% entre setembro do ano passado e de 2004.
Destaques de queda
Na relação mensal, as operações de desconto de promissória registraram a menor variação, ao caírem 1,4 ponto percentual frente a agosto, passando a taxa de inadimplência de 5,2% para 3,8%. Já no confronto anual, entre os meses de setembro de 2003 e 2004, as operações de hot money ficaram com o destaque, ao recuarem 8,3 pontos percentuais, com a taxa passando de 11,7% para 3,4%.