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SÃO PAULO – Ao final de setembro, o volume total de crédito concedido pelo sistema financeiro nacional alcançou a marca de R$ 460,3 bilhões, o que representa uma expansão de 12,3% na comparação anual com setembro do ano passado. Os dados fazem parte do relatório de política monetária, referente ao mês de setembro, que foi divulgado nesta terça-feira (26) pelo Banco Central.
Desta maneira, em termos de relação com o PIB (Produto Interno Bruto) o volume de crédito concedido aumentou de 25,4% em setembro de 2003 para 26,3% no mês passado.
Recursos livres cresceram mais
Na comparação anual, o crescimento foi mais expressivo entre os chamados recursos livres, cujo volume concedido alcançou R$ 263,2 bilhões em setembro, e subiu de 14,1% para 15% do PIB desde setembro de 2003.
No mesmo período, os créditos com recursos direcionados, que inclui os recursos direcionados à habitação e agricultura, alcançaram R$ 165,9 bilhões, caindo de 9,8% para 9,5% do PIB.
A parcela restante está relacionada aos recursos com operações de leasing e destinados ao setor público, cuja participação subiu de 1,6% para 1,8% do PIB entre setembro de 2003 e setembro deste ano.
Setor privado concede e recebe maioria dos recursos
Do total concedido até o final de setembro cerca de 61%, ou R$ 280,4 bilhões vieram de instituições financeiras privadas, cujo volume concedido em crédito cresceu 15,3% na comparação com setembro do ano passado. Por sua vez, o volume de crédito concedido pelas instituições financeiras públicas cresceu menos na comparação anual (7,9%) e alcançou R$ 179,9 bilhões ao final de setembro.
Do total de crédito disponível, mais de 95%, ou R$ 440 bilhões, estão destinados para o setor privado, com cerca de um quarto deste total, ou R$ 116,1 bilhões destinados a pessoas físicas e o restante destinado a empresas.
Do volume total concedido para as empresas, os setores com maior participação são, respectivamente: o setor comércio e serviços (28% ou R$ 129 bilhões), a indústria (26% ou R$ 212 bilhões), o agrícola (11% e R$ 49 bilhões) e a habitação (5% ou R$ 25 bilhões).