Reeleição de Bush eleva tensão no Oriente Médio e impulsiona petróleo

Vitória de Bush é vista com preocupação no Oriente Médio; presidente também não quer usar reservas estratégicas de petróleo

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SÃO PAULO – Confirmada a reeleição do candidato republicano George W. Bush, o petróleo reverteu a tendência de queda dos últimos dias e opera em alta nesta quinta-feira.

A vitória de Bush significa a continuidade da atual política de aumento das reservas estratégicas de petróleo. Atualmente, todos os dias 100 mil barris da produção norte-americana é reservada às reservas estratégicas do país, reduzindo a oferta da commodity no mercado internacional.

Além disso, a vitória de Bush acirra as tensões no Oriente Médio e faz crescer a probabilidade de atentados a oleodutos na região, principalmente no Iraque, que é uma das principais fontes do produto no mundo.

Nem mesmo o anúncio de elevação dos níveis de estoques dos EUA, comunicado pelo Departamento de Energia, serviu para deter o avanço dos preços do petróleo, que fechou a sessão anterior cotado a US$ 50,88 em Nova York.

Segundo o relatório de energia, na semana terminada em 29 de outubro os níveis de petróleo registraram aumento de 6,3 milhões de barril, atingindo a produção de 289,7 milhões de barris. Alta de 6,3 milhões pela quinta semana consecutiva.

Brent opera em alta no mercado de Londres

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 47,56 nesta quinta-feira, alta de 2,17% em relação ao último fechamento.

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Apesar do desempenho positivo de hoje, o petróleo acumula baixa de 2,90% neste mês de novembro. Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 57,64%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$
30,17 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em dezembro de 2004, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 50,75 por barril, configurando uma baixa de 0,26% frente ao fechamento anterior.