Em dia de forte volatilidade, dólar comercial encerra estável

Em dia de decisão do Fed, alta do petróleo e aceleração da inflação, a moeda norte-americana encerrou estável

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SÃO PAULO – A moeda norte-americana encerrou a sessão estável nesta quarta-feira em dia de forte volatilidade no mercado cambial.

Pela manhã, com a tendência de queda do petróleo em Nova York e Londres, o dólar operou em baixa durante a maior parte do pregão. Contudo, durante a tarde, após o anúncio do baixo crescimento dos estoques da commodity nos EUA, o petróleo disparou nos principais mercados.

Os investidores do mercado cambial brasileiro se posicionaram defensivamente, contribuindo para a desaceleração da baixa e a conseqüente estabilidade na cotação da moeda norte-americana nesta quarta-feira. Vale destacar que o mercado segue atento à decisão do Fed. Analistas apostam numa elevação de 0,25 pontos percentuais. O mercado já projeta as tendências para a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) na semana que vem.

Dólar encerra estável

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,8230 na compra e R$ 2,8260
na venda, estável em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 3,0760, representando um ágio de 8,96% em relação ao dólar comercial.

O dólar acumula desvalorização de 1,12% em novembro, frente à baixa de 1,65% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 2,62%.

Dólar futuro na BM&F

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou o dia cotado a R$ 2.847, leve baixa de 0,05% em relação ao fechamento de R$ 2.849 da última terça-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, fechou estável atingindo R$ 2.894 frente ao fechamento de terça-feira.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,07% para janeiro de 2005, uma queda de 0,01 pontos percentuais em relação ao fechamento do último pregão. Já o contrato de maior liquidez, referente a fevereiro de 2005, encerrou a 1,27%, com queda de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.