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SÃO PAULO – O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo), divulgado na manhã desta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apresentou uma aceleração da inflação no mês de outubro, impulsionado sobretudo pela alta dos combustíveis.
No mês de outubro a variação positiva ficou em 0,44%, 11 pontos base acima da taxa medida em setembro, quando o indicador apontou inflação de 0,33%. A variação foi praticamente em linha com o esperado pelo mercado, já que o relatório Focus do Banco Central projetava alta de 0,45% no período.
Com este resultado, no ano, o IPCA acumula alta de 5,95%, abaixo do percentual de 8,37% relativo aos dez primeiros meses de 2003.
Álcool e gasolina impulsionam índice
De acordo com o IGBE, o impacto da alta dos combustíveis foi o principal fator a impulsionar a alta da inflação. O litro da gasolina ficou 1,45% mais caro no período em função de reajuste nas refinarias. No álcool, o aumento na bomba foi de 5,31%. Tarifas aéreas (5,03%), automóvel novo (1,29%) e artigos de vestuário (1,12%) também puxaram a alta.
Em sentido oposto, o item alimentação apresentou deflação pelo segundo mês consecutivo. O item apresentou deflação de 0,23%, ante deflação de 0,19% registrados em setembro.
Maior inflação em Goiânia
Na análise regional, a maior inflação foi registrada em Goiânia, onde o índice registrou variação positiva de 1,08% em outubro. Por outro lado, o menor avanço dos preços foi identificado em Recife, com variação de 0,09% no período.
Entenda o índice
O IPCA se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários-mínimos e seus dados são coletados nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.
Os preços para cálculo foram coletados no período de 28 de setembro a 27 de outubro e comparados com os vigentes entre 27 de agosto e 27 de setembro.