Dólar encerra em baixa, com queda do petróleo, IPCA e gradualismo do Fed

A moeda norte-americana encerrou em baixa nesta quinta-feira diante de cenário interno e externo favoráveis

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SÃO PAULO – A moeda norte-americana encerrou em queda nesta quinta-feira, com o cenário favorável diante da queda do petróleo, confirmação do gradualismo pelo Federal Reserve e alta do IPCA(Índice de Preços ao Consumidor Amplo) dentro do esperado.

Cenário positivo

Externamente, a confirmação da política monetária de elevação gradualista na taxa básica de juros pelo Federal Reserve pressionou a moeda norte-americana. Ao longo do dia, com a perspectiva de maiores exportações de petróleo,
a commodity opera em forte queda nos principais mercados, sendo mais um fator de otimismo.

No cenário interno, apesar da aceleração da inflação revelada pelo IPCA, a alta de 0,44% esta praticamente em linha com a estimativa do mercado, cerca de 0,45%, ante 0,33% registrado em setembro.

Deste modo, fica evidente que os cenários interno e externo contribuíram positivamente para a queda do dólar comercial nesta quinta-feira.

Dólar encerra em baixa

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,8150 na compra e R$ 2,8180
na venda, baixa de 0,28% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,0690, representando um ágio de 9,02%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 1,40% em novembro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 2,89%.

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Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.838,
baixa de 0,32% em relação ao fechamento
de R$ 2.847
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, fechou estável,
atingindo R$ 2.894 frente
ao fechamento de
quarta-feira.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,12% para janeiro de 2005, uma alta de 0,05 pontos percentuais em relação ao fechamento do último pregão. Já o contrato de maior liquidez, referente a fevereiro de 2005, encerrou a 1,30%, com queda de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.