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SÃO PAULO – Se você é daqueles que decidiu promover uma mudança radical na sua vida financeira, reorganizando suas contas e aprendendo a investir melhor seu dinheiro, aqui vão alguns conselhos. Alguns especialistas recomendam que antes de direcionar suas aplicações, o ideal é verificar seu perfil e conhecer seu apetite ao risco.
Através de questionários sobre seus hábitos financeiros e dados pessoais, é possível descobrir se você está entre os conservadores, os moderados ou os agressivos. Em geral, esses testes são eficazes, porém não devem ser levados em consideração na hora de investir seu dinheiro.
Objetivos devem estar em primeiro lugar
Investir de acordo com seu perfil é um grande erro cometido por muitos investidores, que normalmente deixam de ganhar dinheiro por puro desconhecimento. São os objetivos que irão determinar para onde deve ser direcionado seu patrimônio. Comprar a casa própria, garantir a aposentadoria ou os estudos de seus filhos, viajar, trocar de carro. É isso que o investidor tem que olhar. Naturalmente, todos esses objetivos estão localizados em um determinado tempo, como uma viagem que será realizada nas férias, por exemplo.
A partir desses objetivos e do prazo que você terá para realizá-los, fica mais fácil montar uma carteira de investimentos. Cada aplicação está intimamente ligada a um desses itens acima. Outra grande vantagem de se estabelecer metas, é que o investidor ganhará mais disciplina para realizá-las. É um estímulo adicional. Economizar por economizar não funciona muito bem. Imagine que você pretende comprar um carro daqui a um ano, e faltam apenas 30% do valor para adquiri-lo. Tente calcular quanto será preciso poupar nos 12 meses restantes…
Longo prazo possibilita ganhos maiores
Ao contrário do que a maioria pensa, um investidor pode ser conservador e aplicar em ações. Todo mundo sabe que a Bolsa sobe em determinados períodos e cai em outros. O que as pessoas desconhecem é que dentro de um horizonte mais amplo, de dez anos, por exemplo, as chances da bolsa apresentar uma forte alta é bem grande. Em princípio, se seu país estiver crescendo e uma empresa tiver boas perspectivas para seus negócios, não resta dúvidas que as suas ações irão subir.
Portanto, se você estiver investindo para sua aposentadoria, aplicar de 20% a 30% de seu patrimônio em renda variável, isto é, na Bolsa, é certamente um ótimo negócio. Se em um ano você sofrer perdas, elas poderão ser facilmente recuperadas em seguida, quando a Bolsa se recuperar.
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Investidor não deve arriscar no curto prazo
Por outro lado, se você for precisar do dinheiro no curto ou médio prazo, ou seja, nos próximos meses, a melhor estratégia é procurar aplicações mais conservadoras, como os fundos referenciados DI ou os fundos de renda fixa tradicionais. Nesse caso, não vale a pena correr riscos. Imagine que você investiu na Bolsa todo dinheiro que será destinado a uma viagem nas férias e de uma hora para outra o mercado foi abalado e você perdeu dinheiro. Não haverá mais tempo para recupera-lo, visto que as férias já estão chegando.
Quanto mais próximo você estiver de seu objetivo, maior deve ser seus investimentos em renda fixa. Nesse sentido, a porcentagem em renda variável deve ir diminuindo ao longo do tempo. O que causa muito espanto é o fato de pessoas que conhecem bem o mercado, acompanham diariamente os jornais e estão, portanto muito bem informadas sobre as oportunidades de investimento, investirem em aplicações conservadoras. Eventualmente elas podem ser consideradas agressivas sob o ponto de vista do perfil, porém não são tolas para colocar em jogo um objetivo que está próximo de ser realizado.
Valor do patrimônio também deve ser analisado
Um item muito importante no momento em que se está decidindo a porcentagem que será voltada para renda variável é o tamanho de seu patrimônio. Quando você ainda tem pouco dinheiro e está começando a formar suas reservas, não se deve investir mais de 10% ou 15% na Bolsa.
Em contrapartida, aqueles que já juntaram um valor considerável durante a vida podem se dar ao luxo de arriscar um pouco mais, aplicando cerca de 25% a 30% em ações. Se você por ventura perder esse dinheiro, certamente não terá que passar necessidades materiais e nem terá que baixar seu padrão de consumo.