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SÃO PAULO – A cotação do dólar operou em queda durante quase toda a sessão desta segunda-feira e fechou em forte baixa de 1,15%, atingindo o seu menor valor de fechamento desde 20 de junho de 2002.
A apreciação do real frente ao dólar pode ser explicada pela baixa internacional do dólar frente às principais moedas, mas, sobretudo, pelo forte fluxo de dividas para o Brasil.
Nesta segunda-feira, a balança comercial registrou novo superávit comercial, desta vez US$ 209 milhões só na terceira semana de novembro. No acumulado do ano, o superávit aproxima-se da casa dos US$ 30 bilhões, somando até o momento US$ 29,559 milhões.
Fluxo de divisas favorece real
O fluxo de investimentos estrangeiro é outro fator positivo. O relatório Focus, do Banco Central, revisou para cima sua expectativa de investimentos estrangeiros diretos no país, agora projetados em US$ 15,65 bilhões até o final do ano.
O relatório, compilado junto a cerca de 100 analistas, projeta a taxa de câmbio em R$ 2,95 para o final do ano. No entanto, no mercado futuro os contratos em dólar são negociados abaixo deste valor. A perspectiva de dólar baixo no futuro próximo diminui a demanda pela moeda estrangeira, fator que também favorece a apreciação do real.
Ainda de acordo com o relatório Focus, a inflação indica estar sob controle, o que favorece o recuo do dólar. A projeção do IPCA acumulado para este ano foi levemente reduzida, de 7,19% para 7,18%. No cenário internacional, o recuo do preço do petróleo a partir do final da manhã foi outro ponto positivo que favoreceu o otimismo do mercado cambial.
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Dólar registra forte baixa
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,7530 na compra e R$ 2,7540 na venda, forte baixa de 1,15% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,0430, representando um ágio de 10,53% em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 3,64% em novembro, frente à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 5,10%.
Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou o dia cotado a R$ 2.763,
forte baixa de 1,18% em relação ao fechamento de R$ 2.796 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, fechou em forte baixa de 1,28%, atingindo R$ 2.798 frente à R$ 2.835 do fechamento de
sexta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement,
referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,85% para janeiro de 2005,
com alta de 0,21 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.
Já o contrato referente a fevereiro de 2005, encerrou a 1,70%,
alta de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.